quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Eu quero, você quer, nós queremos, e quem não quer?
Acordar e dormir em paz? Não sentir mais aquele desassossego na alma? Aquele ímpeto de tomar atitudes desesperadas achando que está sendo passada para trás? Eu quero noites tranquilas de sono, viagens românticas, passeios pela orla da praia, ao jardim Botânico, ou uma ida até a padaria mesmo, não importa! Eu quero!
Eu quero abraços inesperados, beijos surpresas, carinhos sem ao menos merecer. Por que eu quero? Porque eu mereço e gosto. Quero elogios, quero ser apreciada, elogiada, quero que me detalhem da forma que sou e não da forma que eu poderia vir a ser. O que eu poderia vir a ser só cabe a mim, quem decide o que irei me tornar daqui pra frente sou eu. Não mudo para agradar ninguém, não mais.
Alguém que me tome pela mão e diga: estou aqui; e que de fato esteja. Palavras o vento leva, atitudes me marcam e geram frutos. Que segure minha mão e não a solte na primeira curva que aparecer, seja a curva de um caminho, a curva de um violão ou a curva de uma cintura. Sou muito mais que isso e quero alguém que saiba o valor disso. O valor de uma família. Ah, quando falamos em família, as pessoas já pensam em filhos, gatos, cachorros, periquitos e papagaios, né? Mas não, a família pode ser apenas duas pessoas, aliás, ela é iniciada por duas pessoas.
Alguém que queira construir uma família em bases sólidas, sonhos concretos e reais, não em subjetividades, em coisas que talvez possam vir a acontecer. Não mais. Alguém que queira viver o hoje e queira estar comigo hoje, mas tendo em mente que no amanhã poderemos continuar, basta querermos, entende?
Alguém que não se deixe levar por aparências, pelo glamour, status, por momentos passageiros. Que jogue tudo para o alto por coisas tão fúteis, mesmo sabendo que está deixando para trás um grande amor. Quantas vezes vivi isso e até hoje não consegui entender?
Deixei partir. Foi a atitude mais sensata que pude ter para com eles. E para comigo também, claro.
Acredito no amor, sempre acreditei. Acreditei tanto que quero alguém conforme tudo aquilo que escrevi logo acima.
Como fala a música do Criolo: " Não existe amor em SP"... Ainda bem que moro no Rio, né?
Muda-muda
Mudar é uma coisa legal, dependendo do ponto de vista de cada um. Você muda os ares, os cômodos, os rostos, a logística, tudo, mas sempre fica um pouco de você nos lugares. Chega um ponto que você precisa parar e respirar, e tentar achar onde ficou aquela parte de você. Atualmente procuro saber aonde deixei aquela Renata meiga, doce, carinhosa e paciente. Volto minha memória para tantos lugares que morei e não consigo achar. Vasculho quartos, salas, áreas de serviço e nada... Desisto. Encaixotando sonhos, planos, e pesadelos em caixas pesadas para tomar um novo rumo novamente, mas dessa vez estou fazendo tudo sozinha, se não sozinha, tenho pago um bom preço para que alguém me faça favores. Justo, as pessoas precisam trabalhar e eu preciso da mão de obra delas, ainda que não barata.
Cada adeus ainda me é dolorido, alguns mais outros nem tanto. Este de agora, não. Na verdade está sendo um alívio, mas trabalhoso. Mudar dá trabalho, cansa, desgasta e não é só o físico, o emocional também vai para a casa do chapéu.
Entrar na casa nova dá uma esperança de que as coisas podem melhorar, mas o silêncio vem te lembrar que você está sozinha e que ele será seu único companheiro, ele e seu gato fiel. Você finge não se importar, pois comprou um micro system no Black Friday e vai poder ouvir som até seus tímpanos estourarem. Mas será que isso vai me bastar? Não sei, não vou me precipitar, até porque vou estar perto da praia, posso ir lá e bater um "lero" com Iemanjá, né? E quem sabe por esses calçadões praianos eu não reencontre ou encontre alguém? Sei lá, ando supondo muita coisa e dormindo com meus pés frios, melhor parar.
Mas esse muda-muda deve parar um dia, eu tenho fé, sabia? Nem que esse fim seja lá em SP, pois sei que lá ninguém vai pedir que eu saia de casa, lá não vão se esquecer de mim e nem inventar inverdades sobre mim e, assim, me deixar sem ter onde eu morar. Lá é minha casa, minha verdadeira casa. Por mais que aqui eu pague em dia meus aluguéis, minhas taxas e tudo, nada do que pago é meu. Nada. E tudo que é solitário me incomoda, me deixa triste. Se bem que isso é algo normal, não é?
Enfim, preparando meu psicológico para mais essa nova etapa. Sozinha e... sozinha. Feliz.
Muda-muda, quase um roda-roda Jequiti, mas com um final diferente.
Cigana obliqua.
Nômade.
Meu final vai ser diferente do que espero, pois o que espero é muito inferior do que Deus deseja.
Nada diferente do que eu já passei, mas as sensações sempre serão. Faço as mesmas coisas quase sempre, mas mudo as intensidades, ou a vida não teria a menor graça.
E siga-me os bons!
Você precisa perdoar. Será?
Não, não estou!
Olhamos para o lado e não vemos mais em quem podemos nos apoiar sem que este alguém saia sorrateiramente, sem fazer nenhum barulho, deixando nosso corpo ir ao chão, de repente, não mais que de repente. Aí nos vimos perdidos e nos fazendo a seguinte pergunta que, óbvio, não teremos resposta: por que?
Não estou dizendo que somos santos e que não fazemos isso com as pessoas, mas estou falando do nosso caso como vítimas, mas sem aquela parte de ficarmos choramingando a vitimização, por favor! Estamos em um "estudo de caso" e não em uma sessão de terapia, ok?
Há sempre aquela atitudes de caso pensado, aquelas em que as pessoas arquitetam planos para darem aquela linda puxada de tapete, alegando os mais diversos motivos, por vezes, os mais idiotas possíveis. É, meus amigos, não temos culpa por haver neste mundo pessoas de mentes tão fracas... Mas há aquelas pessoas que dão essa puxadinha de tapete meio que "sem querer". Eu acredito nisso, sabia? Tipo, não sabiam que certas atitudes ou palavras poderiam causar tamanhos estragos, e nos cabe observar quais serão suas próximas atitudes, aí sim a partir disso podemos avaliar direito toda essa situação.
Você vai e tenta perdoar o coleguinha, mas sempre que tem oportunidade vai lá e joga na cara dele aquela merdinha que ele fez tempos atrás. Sinto-lhe informar, você até pode amar essa pessoa, mas você não a perdoou. Perdoar é não sentir mais necessidade de falar nesse assunto, não sentir mais nada em relação a nada disso. É sentir NADA. Necessidade de NADA. Nada. Entendeu?
Ou seja, perdoar é ter um espírito evoluído, meus caros! Coisa que eu tenho de vez em quando, sendo bem sincera!
A arte de perdoar precisa ser exercida diariamente, fortemente e de forma insistente, seja em pequenas ou grandes coisas. Temos que ser fortes e não olhar para trás. Agora, sobre dar uma segunda, terceira, quarta chance, aí é com você! Essa análise precisa ser profunda e detalhista e mesmo assim corremos um grande risco, pois estamos lidando com o ser humano, e mesmo dizendo isso tudo, não tiro o meu da reta não! Sei que já desapontei muita gente, na intenção e sem ela. Se sei! Mas sei quais foram minhas atitudes após tudo isso e foram todas de acordo com o que eu achei que fosse certo. Pra mim.
É gente, não existe fórmula mágica para o perdão.
Existe o diálogo, as atitudes, as boas intenções e a sorte.
O resto é resto.
Se bem que ninguém nunca precisou de resto para viver, né?
sábado, 29 de novembro de 2014
101 maneiras de conversar com Deus
Nossos dias estão cada vez mais complicados, estamos mais cheios de responsabilidades com nosso trabalho, família, escola e assim vai. O mundo e suas responsabilidades... Sentimos um peso enorme em nossas costas diariamente, acordamos com vontade de dormir, o trânsito, a buzina, o choro, o toque do telefone, os e-mails! Quanta coisa pra uma cabeça só! Parece que nossa mente vai dar um nó e iremos sucumbir, pois não estamos mais agüentando viver (ou seria sobreviver?) nesta selva completa de pedra. Qual a parte desse dia que conseguimos parar para falar com Deus? Aliás, você fala com Deus?
Eu falo, e falo das formas mais bizarras que você possa imaginar. O que me leva a fazer isso? Ou o que me leva a ser assim? Não importa a pergunta, pois a resposta é única: FÉ.
Fé de que, não importa como falo, sei que Ele me ouve.
Não estou aqui para colocar em pauta o seu credo, estou aqui para te apresentar as mais diversas formas de se falar com Deus através do livro “101 maneiras de conversar com Deus” do Dandi Daley Mackall, que possuo na minha cabeceira da cama. Sabe aqueles livros que a gente compra naquelas livrarias das rodoviárias? Geralmente compramos livros que sejam compostos de contos, nada de histórias longas, pois não queremos nos prender a nenhuma história, vai que a viagem acaba e a história não, né? Melhor prevenir essa sensação ruim de uma história inacabada.
Crio situações mirabolantes para falar com Deus, falo com Ele em situações um pouco estranhas, como por exemplo, escovando os dentes. Logo ali, logo cedo, já começo meu dia conversando com Ele sobre as mais diversas situações que eu sei que irei passar durante o meu dia todo. Ou quando estou dentro do ônibus, passando por uma paisagem, imaginando que minha vida poderia ser uma novela e começo a questioná-lo das mais diversas formas. Óbvio que Ele nem deve me dar ouvidos para algumas banalidades que falo, ainda mais com tantas coisas que Ele precisa resolver. Mas não é gostoso saber que há alguém disposto a nos ouvir 24 horas por dia?
Tem uma dica neste livro que gosto muito, que é a seguinte:
“Faça alguma coisa fisicamente difícil. Corra, nade, levante pesos, ou, durante um minuto, faça exercícios extenuantes, o mais rápido que puder. (Assegure-se de que seu médico não faça objeções!) Converse com Deus a respeito dos recursos não utilizados que foram concedidos em cada área de sua vida – o potencial para ser um pai mais amoroso ou um filho mais atencioso, a possibilidade de ser um profissional mais eficiente ou um amigo melhor. Abra-se para novas possibilidades”.
Falar com Deus não significa, somente, verbalizar seus anseios, seus medos, sonhos, e etc. Podemos falar com Deus através das nossas atitudes, através dos nossos pensamentos, através do nosso modo de vida, e isso independe do nosso credo.
“De volta à essência da vida. Limpe seus armários, a garagem ou o sótão. Livre-se das coisas que você não usa. Dê esses objetos de presente ou jogue-os fora. Quanto tiver feito isso, celebre com uma simples refeição de pão, queijo e frutas. Peça a Deus para ajudá-lo a viver uma vida livre e natural. E agradeça a Deus pelo pão de cada dia”.
Falar com Deus é uma tarefa simples. Não há regras, não há limites, muito menos hierarquias para serem respeitadas. Nosso acesso a Ele é direto e isso nos basta. Ele nos escuta, nos observa 24 horas por dia, sem parar e está sempre pronto para nos ouvir, sempre disposto a um diálogo.
Faça um teste. Comece um diálogo com Deus sem fronteiras, sem regras, sem um lugar e uma maneira exata. Use suas atitudes, seus pensamentos, seus sentimentos.
Nunca será uma experiência ruim dialogar com uma pessoa aberta a nos ouvir, não acha?
“Numa segunda-feira, peça a Deus que o torne mais flexível. Depois, durante o dia, peça sempre que puder e se disponha a aceitar qualquer mudança que Deus possa ter em mente. Mostre-se propenso a alterar a sua rotina ou seus planos para aquele dia: almoçar na companhia de alguém em vez de fazer isso sozinho, visitar um amigo doente em vez de ir diretamente para casa depois do trabalho, fazer uma caminhada em vez de assistir TV à noite. Tente permanecer sintonizado a toda hora, para receber orientação de Deus”.
Boa sorte!
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Dói
Bater o dedinho do pé no rack dói. Prender o dedo na porta, também dói. Muitas coisas doem na gente. Doem no físico, doem na alma. Mas qual dessas dores toleramos mais? Não se sabe, até porque a dor não se mede. Quando ela vem, não importa por qual porta a deixamos entrar, ela vem atropelando tudo, pisoteando sonhos, estraçalhando planos, soltando lágrimas e fazendo arder nosso peito.
Por horas, achamos que não vamos suportar. O peito aperta, a cabeça parece que vai explodir e queremos apenas apagar. Deixar de existir. Pelo menos até a dor passar. Não é?
Suportamos o peso de traições, o peso das decepções, o peso do mundo. Meus caros, a verdade de tudo é que somos fortes. Queremos apagar, mas não conseguimos, ficamos ali, chorando e suportando até o sono nos levar, até um ombro amigo nos acolher, até Deus nos abraçar com seu infinito amor.
Isso não se discute.
Viveremos isso até o findar de nossas vidas, e digo mais: vamos aceitar para doer menos.
Os dias já andam tão tristes e difíceis, não vamos dar o peso desnecessário as coisas que não tem peso algum.
terça-feira, 18 de novembro de 2014
A casa
Leve, calma, sem pesares
Vai ter verde, vai ter paz, vai ter som, vai ter coisa boa, paz
Vai ter silêncio, vai ter Pedrinho, vai ter luz e cor
Vai ter o que não consegui até hoje
Mas vai ter, faça chuva ou faça sol, porque aprendi que precisa ter
Vai ter boas noites de sono, excelentes manhãs
Vai ter sábados alegres e domingos de descanso
Sei que vão ter dias de solidão, mas esses serão dias de privacidade também
Vão ter dias de músicas altas e músicas baixas
Dias de rezas fortes e rezas brandas
Dias de calor intenso e dias de frio congelantes
Mas sei que todos esses dias serão somente meus
Todos preparados e reservados por Deus para mim
Após longos dias de espera
Vai ser uma casa nova
Vai ser uma nova casa.
E ponto
Eu te amo. Ponto.
Não dá mais para amar duvidando. Não dá mais para ser "eu te amo?", muito menos "eu te amo...". A vida cobra, o tempo pesa e pede, então, eu te amo.
E ponto.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Caio, sempre e pra sempre Caio.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Pratique
Pratique o esquecimento, o desapego, o desassossego, o esquecimento da lembrança, a desesperança.
Vai te fazer bem e não vai mais te doer ao ler, ao ver, ao sentir, ao ouvir.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Apenas eu
Eu, embrulhada de presente e ao mesmo despida por essa vida, despida pelos sentimentos, pelas traições, pelas pessoas, pelas circunstâncias. Me deixei despir. Me olho no espelho e não gosto do que vejo. No hoje. Não sei no amanhã.
No hoje, vejo uma menina mulher, mutilada pelas mãos alheias, com seus sonhos estraçalhados a sua volta. Consegue ver? Consegue desembaraçar meus cabelos, por favor? Limpar minha maquiagem borrada? E limpar meu coração?
Conseguiria apagar essas lembranças que me machucam? Peço por favor. Consegue?
Me olhe. O que consegue ver, além de uma pele branca cheia de tatuagens e manchas? Consegue ver além dos meus olhos? Tipo, minha alma?
Me olha e me acha feia, né? Eu sei... Me daria uma flor? Eu me sentiria feliz. Melhor.
Escreveria uma música pra mim? Rezaria pra mim? Juntaria suas mãos nas minhas? Teria essa coragem?
Sabe essas correntes que amarram meus pés? Consegue ver? E as algemas que unem meus pulsos? Estão visíveis para ti? Então, há amor em você suficiente para remove-los? Gostaria de tentar?
Pegue aquele travesseiro, deixe eu deitar no seu colo. Leia algo para mim ou coloque alguma música. Me faça descansar, pois me sinto tão pesada... Faria isso por mim?
Me daria um pouco d'água? Me ensinaria a jogar cartas? Escovaria meus dentes? Acho que estou com febre. Te sirvo?
Pode ir. Sei que queres partir... Acostumei com indas e vindas.
Pode me deixar aqui acorrentada. Tudo bem.
Uma hora eu me penteio.
Uma hora eu me maquio.
Uma hora eu bebo água.
Uma hora eu me liberto.
Flores
Não precisa enviar com cartão, se quiser enviar, não precisa escrever nada, pois saberei que foi você. Acrescente boas intenções, o que não será difícil pra ti. Encha de amor e de carinho. De respeito, que eu sei que você tem, e de sobra.
Se não quiser me mandar flores, pode me mandar qualquer coisa, menos bombons, pois já sabe que não gosto deles, rs. Mande algo que gosto. Mande livros, cd's, cartas, palavras, rascunhos, desenhos, fotografias. Eu aguardo, juro.
Alegre minha semana de alguma forma.
Me alegre, de algum jeito.
Sei que não sabe por onde começar, mas já sei que já passou por alguns começos. Recomece.
Recomeçar não é pecado e, às vezes, é preciso. Precisamos de chances, sejam elas quantas forem. Não acha?
O que pedimos é que sejam verdadeiras, reais e, acima de tudo, sensatas. De alma e coração. peito aberto e mãos estendidas.
Olhos abertos, mentes ao alto... É tão bom!
Esperamos todos os dias por recomeços.
Surpresas e novidades são boas, mas recomeços nos trazem lembranças boas. Chances de fazer tudo diferente. Com pessoas diferentes, em lugares diferentes, com sensações diferentes.
Mas as flores, elas não precisam ser iguais.
Elas nunca serão.
Mas os sentimentos... Ah, eles sim! Mudarão de tempos em tempos!
"Dai-me rosas e lírios"!
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Por enquanto
About last night...
Um emaranhado de palavras desconexas e uma vontade imensa de abraçar. E ser abraçada.
Seus olhos não param sob os meus e suas mãos me pareceram aflitas. Procuramos manter uma certa distância. Sim, é justo. Mas meu silêncio te perturba, te incomoda e você precisa mexer. Me mexer, e mexe.
Como pode isso? Poderia me explicar?
Não, não é amor. Não é tesão. Não sei o que é. Só sei que seus olhos não saem da minha mente e seu sorriso também não. Aliás, o som dele não pára de reverberar na minha mente. Luto para não chegar ao coração. Espero que eu consiga.
Duas almas, com suas vidas independentes. Nos encontramos por acaso, não era para ter sido, não era para ter acontecido. Não era para eu estar ali, mas de alguma forma eu estava.
Você diz que nossa hora vai chegar... Posso confessar? Estou ansiosa para saber como é te abraçar de verdade e receber um beijo seu, pois, por enquanto te dou bombons ao invés de beijos. Queria poder te dar os dois. Queria poder te dar minha mão, meu riso, uma água de côco, uma deitada na areia da para à noite para contemplar o céu. Este céu que você não vê e que quero que veja comigo.
Penso em você e sorrio. Acho que isso ainda é proibido... Né?
Mas posso fazer isso nem que seja um pouco? Tenho precisado tanto sorrir e você se tornou um motivo tão agradável. Me deixa? Nem que seja por alguns minutos do meu dia.
Juro não esperar essa hora que você diz que teremos.
Mas juro fingir que não esperarei.
Ontem seus abraços me renderam sorrisos. Sorrisos solitários em meu quarto. Me deixei levar e você não tem culpa, nem nunca terá. É que foi tão bom te sentir mais perto, por segundos ouvir sua respiração e sentir seu coração. Ele bateu tão forte e lindamente.
Não posso me apaixonar. Não agora. Não Renata, não faça isso... Mas como não? Seus olhos, ao nos despedir pediram para que eu permanecesse na sua vida de alguma forma. Você sabe, eu sei, nós sabemos.
Haverá um certo silêncio da sua parte. Eu sei. Já previa. Mas eu precisava externar essa sensação maravilhosa que você me causou.
Queria poder te mostrar um monte de coisa! Um mundo diferente! Meu mundo! Meus livros, minhas canções, meus beijos, minhas histórias, meus medos. Poderei segurar sua mão sem medo que você a solte? É que já a soltaram tantas vezes que tenho medo...
Muita coisa passa pela minha cabeça neste momento, menos o dia dessa história nunca acontecer.
Permita-se, por favor.
Por um dia.
Por uma hora.
Por um segundo.
Por uma vida.
A janela
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
terça-feira, 4 de novembro de 2014
E foi...
E foi.
Você se foi... De vez.
Cada dia mais distante, mas desta vez criou-se um imenso muro entre nós. Tentei não chorar, mas foi inevitável. Mas confesso que não chorei o bastante, na verdade, não chorei o quanto eu esperava.
Seus caminhos se tornaram tortuosos, avesso aos meus. Não te alcanço mais. Joguei a toalha, mesmo.
Não lutarei mais comigo todas as noites, imaginando como seria ao te ver.
Te vi. Nos vimos. Silêncio.
Não esbocei nada. Não tive vontade e logo após sua partida, constatei que meu silêncio não foi infundado. Eu sabia, de alguma forma, eu sabia. No fundo a gente sempre sabe e naquele dia eu sabia, de alguma forma, que eu não fazia parte dos seus pensamentos. Agora me encontro apenas em sua memória, com uma placa escrito "incrível". Não é essa a palavra que você usa para me descrever à terceiros?
Obrigada.
Fui o que pude ser, e foi uma pena você não poder ter sido o mesmo pra mim. Nem mesmo após o pós.
Agora me sento aqui, reorganizo pensamentos, planos e afogo a saudade, afinal ela só serve para arrancar minhas lágrimas.
E assim foi.
Nunca mais será.
E o ponto final foi dado. Sem virgulas, sem aspas, sem reticências. Ponto.
domingo, 2 de novembro de 2014
Coragem
O que lhe falta é coragem. Coragem de quebrar esse silêncio, coragem de dizer a verdade, coragem pra assumir seus erros, seus atos, suas inconsequências. Eu sempre havia dito que quando eu esparramo, não junto mais. Não sei porque você nunca botou fé. Deve ser porque eu sempre fiz questão de apaziguar tudo, sempre abracei a cada porrada recebida, sim, pois certas palavras soam como boas e belas porradas. Me perdoem o linguajar, mas tem coisas que necessitam de palavras fulas para ser compreendidas.
Covardia em excesso. Medo? Tanto faz.
Se esconde atrás de um silêncio que diz muito mais que mil palavras. Eu sei e ouço.
Não espero que você me apareça montado num cavalo branco, trazendo consigo um par de alianças me jurando fidelidade e amor eterno. Não mais. Foi-se a época. Coração é terra que ninguém quer pisar, pelo menos no meu, pois você deixou pedras e espinhos e estou terminando o processo de limpeza, para que outro amor nasça.
Quando tiver coragem de quebrar esse silêncio, talvez eu não queira mais entender.
Vou te mandar pra puta que te pariu. Você, seu cavalo e suas alianças.
sábado, 1 de novembro de 2014
Estranha liberdade
Minha vida é algo livre. Coisa livre, de liberdade mesmo, de nada nem ninguém. Sem correntes em forma de abraços. Ela é verdadeira, mesmo dentro de suas falsidades, fatalidades e casualidades.
Tudo é calmo, é tranquilo e agitado. Entro e saio de onde eu quiser, quando quiser, da forma que eu achar melhor. Abraços já não me aprisionam mais, nem beijos me iludem. Nada mais me prende. Nem lagrimas, nem carinho, nem mentiras, nem traições. Pego meu mundo e o jogo nas minhas costas. Caio por este mundo a fora. Caio na vida e faço trocas. Boas trocas. Faço o melhor e o pior para ficar de pé. E quem não faria?
Sou livre! Hoje aqui, amanhã ali e quem recebeu meu melhor e pior, já nem sabem mais quem sou.
A liberdade as vezes me traz esquecimento e isso me dói. Mas, ai me lembro de esquecer da dor e tudo passa a ser mais fácil. Liberdade tem um preço. Eu pago. Bem pago. Se pago!
Não lanço mão do meu mundo, dos meus desejos. A vida que carrego nas costas, carrega consigo o que tenho de mais valioso: o amor que aprendi a ter pela liberdade.
Amo o que é e o que não é meu. E mesmo assim, amando ou não, deixo tudo livre, pois estes não posso carregar comigo, além de suas lembranças na memória. Pois estas sim, jamais serão aprisionadas nem se eu quisesse, apesar de ser toda minha.
Nem se eu desejasse, amasse, amargasse por demais esta possibilidade... Não mais! Não mesmo! Nunca mais!
Liberdade te dá essa coragem. Coragem do não, do talvez não, do talvez sim, vem pra mim, mas me deixe assim que eu te pedir, não me deixe exigir.
Mais que pássaro livre. Mais que a mim. Mais que mais, não deixa de ser a mais pura verdade. O fato de eu amar e me perder, com toda essa minha liberdade.
A espera
Todo mundo hoje em dia vive na espera de algo, seja uma promoção no trabalho, reconhecimento nos estudos, reconhecimento nos esforços diários, reconhecimento de um amor. O mundo espera um governo mais justo, espera mais chuvas, menos crises, menos tudo de ruim e mais das coisas boas.
A sensação de espera não é fácil. A cabeça pira, o coração acelera, ficamos impacientes a cada segundo que se passa e nada do que esperamos acontece.
Cada espera tem um peso sobre nós. Há quem consiga esperar por dias, meses e anos, mas há aquelas que pessoas que não suportam a espera de um minuto.
O relógio parece ficar de mal conosco, as circunstâncias parecem não nos favorecer. Desmoronamos a cada "não", a cada " talvez ", a cada tudo aquilo que nos faz sentir impotentes. O mundo esta pedindo agilidade diariamente e costumamos adotar a frase " não tenho tempo suficiente".
O que é não ter esse tempo?
O que você tem feito para que tudo seja a seu favor?
Qual tem sido seu esforço?
Esperamos sentados por mais ar, mais água, mais amor. Aguardamos por mais paz. Levantamos a bandeira branca e dizemos que perdemos, e por muitas vezes o tempo só te pedia um pouco mais de paciência.
A atualidade nos tornou pessoas imediatistas e isso traz um peso muito grande para nossa mente e coração. Não aguentamos por muito tempo os ponteiros do relógio ultrapassarem um ao outro, dia após dia...
Mas talvez tenhamos que ter essa consciência logo, rápido, ou colocaremos em risco nossos planos e sonhos. Vamos destruir antecipadamente coisas boas que o destino nos reserva.
Qual seu grau de paciência atual?
Conseguiria esperar algo que tanto deseja?
A espera vale a pena; muita das vezes.
O que é bom não vem fácil, não vem pronto, não vem perfeito. Tome essa nota.
Tenha paciência para moldar consequências, pessoas e atitudes.
Talvez o mundo se torne menos tenso e ai sim, seus sonhos, planos e projetos terão uma grande chance de se concretizarem.
Viver nesse mundo não significa que você precisa ser igual a esse "todo" mundo.
Aguarde e verás.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Mágico
Não páro para pensar sobre o que escrever, o que deixar fluir. Apenas sinto e escrevo. É fácil e todos deveriam fazer o mesmo.
Experimente colocar uma música que esteja de acordo com seu astral do dia e deixe fluir. Analise o resultado ao terminar e reanalise depois de alguns dias. As formas mudam, as palavras se perdem em vários sentidos... É mágico!
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Eu juro...
Por mais que minha cabeça rode e gire em torno desse assunto, juro não me preocupar e nem decifrar seu momento. Juro não querer entender seu silêncio de meses e juro fingir não saber que você esperava minha ligação, ou quem sabe apenas uma mensagem de texto, um e-mail, sei lá.
Juro não voltar a ouvir as músicas que um dia foram nossas. Juro não olhar nossas fotos que estão guardadas em uma caixa ao lado da minha cama.
Juro tentar não sentir raiva e nem ódio dessa sua inusitada atitude.
Juro não me perguntar o por quê disso agora.
Eu juro não jurar mais nada.
Juro apenas esperar ver as cenas desse circo todo, desse movimento irresponsável que estás tomando.
Eu juro, sem ao menos saber o que significa, de fato, a palavra jurar.
Democracia? Onde?
Durante o correr dessa tal "festa da democracia", não fui infeliz em fazer um só comentário. Após a barbaridade do resultado de ontem, resolvi expor MEU ponto de vista, onde todos estão de vento e popa, falando do descontentamento do nosso país.
Fui alvejada de diversas formas (pra variar). Gostaria que entendessem que não sou só diversão, sou opinião também e segundo essas pessoas que foram contra minha reação, gostaria de salientar que vocês votaram no presidente que diz "que o Brasil é o país mais democrático do planeta".
Democracia? Aonde?
Vamos ao Aurélio:
2. Partido democrático.
3. O povo (em oposição a aristocracia).
O Programa Minha Casa Minha Vida foi recentemente vistoriado pelo Tribunal de Contas da União, que encontrou falha em 100% das obras. São problemas estruturais que, segundo a avaliação, “dificultam ou mesmo inviabilizam o uso pleno da moradia pelo beneficiário”, colocando em risco a segurança dos moradores.
As unidades de pronto atendimento (UPAs 24 horas), programa vinculado ao Ministério da Saúde, também não escaparam da estrutura precária. São trincas nas paredes, infiltrações e até mesmo problemas com a lei. Os auditores encontraram quatro situações em que as unidades sequer tinham o “habite-se”, documento que autoriza o funcionamento do local. “A ausência de habite-se configura descumprimento à legislação municipal (…) e impossibilita a confirmação se essas unidades foram construídas conforme as exigências técnico-legais necessárias”, informa o relatório do tribunal. UPA sem habite-se? Só pode ser uma UPA no Terreirão - Recreio!
Levantamento feito pela Folha com base no balanço oficial dos primeiros quatros meses de execução do programa, mostra que dos 101 projetos destacados pelo Planalto como mais importantes, 27 não foram concluídos e 4 foram abandonados. (…) Segundo o documento do governo, todas as obras do PAC 1 consideradas relevantes deveriam estar prontas ou em operação em 2014. Nessa lista, estão grandes projetos, como a usina hidrelétrica de Belo Monte, a transposição do Rio São Francisco e a refinaria Abreu e Lima (em Pernambuco), todos ainda em andamento.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Essa tal moda
2. Maneira de vestir.
3. Modo, costume, vontade.
4. Ária, cantiga.
5. À moda de: segundo os costumes.
6. Loja de modas: aquela em que se vendem artigos de vestuário e de adorno.
7. Passar de moda: deixar de se usar.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Foi fácil.
Foi fácil te deixar partir. Foi simples e racional.
Você deixou bem claro que eu não fazia mais parte da sua vida. E caso eu permanecesse, te atrapalharia. Fiquei pensando em como um amor pode atrapalhar a vida de alguém, mas não deixei esse pensamento tomar totalmente conta de mim; dessa vez não.
Por várias tentei. Por inúmeras vezes tentei entender. Te entender; mas dessa vez tudo foi diferente.
Usei as péssimas lembranças que você me deixou. Como aquele dia em que me deixou chorando nos lençóis, ou como aquele dia que me abandonou na calçada em um dia de festa, porem frio e vazio.
Você levou consigo as melhores lembranças e te agradeço por isso, ou eu não teria forças o suficiente para ir em frente. Mas você foi e eu fui.
Meu silêncio não é proposital. É sinal e prova que você, talvez, não me faça tanta falta quanto achava que faria; ou melhor: talvez eu tivesse enxergado que você não merecia meu amor, lealdade, amizade, fidelidade...
Os dias se passam rapidamente e vejo que foi a melhor coisa. Não teria espaço pra mim nessa sua nova vida fútil e eu não iria querer apostar novamente.
Seja feliz, esteja feliz com suas escolhas.
Você escolheu todo esse caminho e meu silencio não passa de respeito pelas suas escolhas.
Entenda.
Já doeu demais. Já amarguei todas as lagrimas que por você meu corpo expeliu.
Já enterrei toda e qualquer esperança.
Vamos esperar os dias, meses passarem.
Talvez algum de nós se arrependa.
Ou não.
Olha a vida passando...
De ontem pra cá tive alguns pensamentos. Estou feliz, cara! Feliz! E sabe por quê? Porque não há ninguém me apontando o dedo e dizendo que a culpa é minha, que tudo deu errado por minha causa, que sou culpada por isso e por aquilo, que estou acima do peso e blá blá blá...
To feliz pois não vejo mais dedos apontados para mim, me acusando de coisas que não fiz. De coisas que eu nem sei porque aconteceram...
Sou culpada por querer ser feliz e fazer tudo acontecer perfeitamente. Carrego nas costas a culpa de uma coisa que nem culpada fui, mas fiz isso para aliviar a tensão...
Tenso.
Mas estou incrivelmente feliz sem sua presença hostil. Sem suas acusações infundadas só para ter desculpas dos teus atos, dos teus erros.
Eu sabia que eu poderia sorrir novamente.
Eu sabia que poderia amar.
Aqui estou eu, vida!
domingo, 19 de outubro de 2014
Madrugada
É madrugada e eu não posso me esconder. Mesmo entre as ruas tão escuras, seu olhar foi capaz de me achar... Como pode?
Como pode seu olhar trazer tanta luz? Luz que cega, que dói e machuca?
Entre os espaços escuros que me sobrou, apenas um rascunho do que houve, uma esperança do que podia ter sido e uma dúvida do que nos aguarda.
Sufoco dentro de mim toda essa neblina, que me cega e faz com que eu me perca. Caio em delírios de outras luzes, mas não posso esconder que sua escuridão é maior que tudo.
Sinto o gosto amargo do tabaco, enquanto da janela vejo as ruas escuras...
Por onde você anda?
O que sente?
Consegue me ver na sua própria escuridão?
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
A cada dia...
Porque a cada dia que passa, a saudade se torna mais dolorida.
Essa é minha impressão de hoje.
Destino
Desassossego
Oi!
Já estamos em Outubro de 2014 e eu ainda não consegui entender nada do que aconteceu.
Como o tempo está passando depressa... Quantas pessoas entraram e sairam da minha vida! Quantas mudanças!
Talvez eu apareça mais, ou talvez não.
Só queria deixar uma afirmação aqui:
Sou grata pelas pessoas difíceis que tive que lidar na minha vida, Elas me mostraram exatamente o tipo de pessoa que eu não quero me tornar.
Beijo!



