quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Eu quero, você quer, nós queremos, e quem não quer?

Eu quero. E quem não quer?
Acordar e dormir em paz? Não sentir mais aquele desassossego na alma? Aquele ímpeto de tomar atitudes desesperadas achando que está sendo passada para trás? Eu quero noites tranquilas de sono, viagens românticas, passeios pela orla da praia, ao jardim Botânico, ou uma ida até a padaria mesmo, não importa! Eu quero!
Eu quero abraços inesperados, beijos surpresas, carinhos sem ao menos merecer. Por que eu quero? Porque eu mereço e gosto. Quero elogios, quero ser apreciada, elogiada, quero que me detalhem da forma que sou e não da forma que eu poderia vir a ser. O que eu poderia vir a ser só cabe a mim, quem decide o que irei me tornar daqui pra frente sou eu. Não mudo para agradar ninguém, não mais.

Alguém que me tome pela mão e diga: estou aqui; e que de fato esteja. Palavras o vento leva, atitudes me marcam e geram frutos. Que segure minha mão e não a solte na primeira curva que aparecer, seja a curva de um caminho, a curva de um violão ou a curva de uma cintura. Sou muito mais que isso e quero alguém que saiba o valor disso. O valor de uma família. Ah, quando falamos em família, as pessoas já pensam em filhos, gatos, cachorros, periquitos e papagaios, né? Mas não, a família pode ser apenas duas pessoas, aliás, ela é iniciada por duas pessoas.
Alguém que queira construir uma família em bases sólidas, sonhos concretos e reais, não em subjetividades, em coisas que talvez possam vir a acontecer. Não mais. Alguém que queira viver o hoje e queira estar comigo hoje, mas tendo em mente que no amanhã poderemos continuar, basta querermos, entende?
Alguém que não se deixe levar por aparências, pelo glamour, status, por momentos passageiros. Que jogue tudo para o alto por coisas tão fúteis, mesmo sabendo que está deixando para trás um grande amor. Quantas vezes vivi isso e até hoje não consegui entender?
Deixei partir. Foi a atitude mais sensata que pude ter para com eles. E para comigo também, claro.
Acredito no amor, sempre acreditei. Acreditei tanto que quero alguém conforme tudo aquilo que escrevi logo acima.
Como fala a música do Criolo: " Não existe amor em SP"... Ainda bem que moro no Rio, né?

Muda-muda

Perdi as contas de quantas vezes eu me mudei em 7 anos. Na verdade, já posso me considerar uma nômade e adquirir uma caixa postal nos Correios, porque ó... Tá lindo!
Mudar é uma coisa legal, dependendo do ponto de vista de cada um. Você muda os ares, os cômodos, os rostos, a logística, tudo, mas sempre fica um pouco de você nos lugares. Chega um ponto que você precisa parar e respirar, e tentar achar onde ficou aquela parte de você. Atualmente procuro saber aonde deixei aquela Renata meiga, doce, carinhosa e paciente. Volto minha memória para tantos lugares que morei e não consigo achar. Vasculho quartos, salas, áreas de serviço e nada... Desisto. Encaixotando sonhos, planos, e pesadelos em caixas pesadas para tomar um novo rumo novamente, mas dessa vez estou fazendo tudo sozinha, se não sozinha, tenho pago um bom preço para que alguém me faça favores. Justo, as pessoas precisam trabalhar e eu preciso da mão de obra delas, ainda que não barata.
Cada adeus ainda me é dolorido, alguns mais outros nem tanto. Este de agora, não. Na verdade está sendo um alívio, mas trabalhoso. Mudar dá trabalho, cansa, desgasta e não é só o físico, o emocional também vai para a casa do chapéu.
Entrar na casa nova dá uma esperança de que as coisas podem melhorar, mas o silêncio vem te lembrar que você está sozinha e que ele será seu único companheiro, ele e seu gato fiel. Você finge não se importar, pois comprou um micro system no Black Friday e vai poder ouvir som até seus tímpanos estourarem. Mas será que isso vai me bastar? Não sei, não vou me precipitar, até porque vou estar perto da praia, posso ir lá e bater um "lero" com Iemanjá, né? E quem sabe por esses calçadões praianos eu não reencontre ou encontre alguém? Sei lá, ando supondo muita coisa e dormindo com meus pés frios, melhor parar.

Mas esse muda-muda deve parar um dia, eu tenho fé, sabia? Nem que esse fim seja lá em SP, pois sei que lá ninguém vai pedir que eu saia de casa, lá não vão se esquecer de mim e nem inventar inverdades sobre mim e, assim, me deixar sem ter onde eu morar. Lá é minha casa, minha verdadeira casa. Por mais que aqui eu pague em dia meus aluguéis, minhas taxas e tudo, nada do que pago é meu. Nada. E tudo que é solitário me incomoda, me deixa triste. Se bem que isso é algo normal, não é?
Enfim, preparando meu psicológico para mais essa nova etapa. Sozinha e... sozinha. Feliz.
Muda-muda, quase um roda-roda Jequiti, mas com um final diferente.
Cigana obliqua.
Nômade.
Meu final vai ser diferente do que espero, pois o que espero é muito inferior do que Deus deseja.
Nada diferente do que eu já passei, mas as sensações sempre serão. Faço as mesmas coisas quase sempre, mas mudo as intensidades, ou a vida não teria a menor graça.
E siga-me os bons!




Você precisa perdoar. Será?

Vira e mexe ouvimos que precisamos perdoar, que o perdão nos fará bem, certo? Não sei, mas venhamos e convenhamos que o ato de perdoar (perdoar de verdade) está cada vez mais difícil. Acho que é porque as pessoas andam fazendo as merdas mais homéricas que o ser humano possa imaginar! Está cada vez mais difícil se fingir de morto e deixar certas coisas passarem. Estou mentindo?
Não, não estou!
Olhamos para o lado e não vemos mais em quem podemos nos apoiar sem que este alguém saia sorrateiramente, sem fazer nenhum barulho, deixando nosso corpo ir ao chão, de repente, não mais que de repente. Aí nos vimos perdidos e nos fazendo a seguinte pergunta que, óbvio, não teremos resposta: por que?
Não estou dizendo que somos santos e que não fazemos isso com as pessoas, mas estou falando do nosso caso como vítimas, mas sem aquela parte de ficarmos choramingando a vitimização, por favor! Estamos em um "estudo de caso" e não em uma sessão de terapia, ok?
Há sempre aquela atitudes de caso pensado, aquelas em que as pessoas arquitetam planos para darem aquela linda puxada de tapete, alegando os mais diversos motivos, por vezes, os mais idiotas possíveis. É, meus amigos, não temos culpa por haver neste mundo pessoas de mentes tão fracas... Mas há aquelas pessoas que dão essa puxadinha de tapete meio que "sem querer". Eu acredito nisso, sabia? Tipo, não sabiam que certas atitudes ou palavras poderiam causar tamanhos estragos, e nos cabe observar quais serão suas próximas atitudes, aí sim a partir disso podemos avaliar direito toda essa situação.


Você vai e tenta perdoar o coleguinha, mas sempre que tem oportunidade vai lá e joga na cara dele aquela merdinha que ele fez tempos atrás. Sinto-lhe informar, você até pode amar essa pessoa, mas você não a perdoou. Perdoar é não sentir mais necessidade de falar nesse assunto, não sentir mais nada em relação a nada disso. É sentir NADA. Necessidade de NADA. Nada. Entendeu?
Ou seja, perdoar é ter um espírito evoluído, meus caros! Coisa que eu tenho de vez em quando, sendo bem sincera!
A arte de perdoar precisa ser exercida diariamente, fortemente e de forma insistente, seja em pequenas ou grandes coisas. Temos que ser fortes e não olhar para trás. Agora, sobre dar uma segunda, terceira, quarta chance, aí  é com você! Essa análise precisa ser profunda e detalhista e mesmo assim corremos um grande risco, pois estamos lidando com o ser humano, e mesmo dizendo isso tudo, não tiro o meu da reta não! Sei que já desapontei muita gente, na intenção e sem ela. Se sei! Mas sei quais foram minhas atitudes após tudo isso e foram todas de acordo com o que eu achei que fosse certo. Pra mim.
É gente, não existe fórmula mágica para o perdão.
Existe o diálogo, as atitudes, as boas intenções e a sorte.
O resto é resto.
Se bem que ninguém nunca precisou de resto para viver, né?

sábado, 29 de novembro de 2014

101 maneiras de conversar com Deus

Nossos dias estão cada vez mais complicados, estamos mais cheios de responsabilidades com nosso trabalho, família, escola e assim vai. O mundo e suas responsabilidades... Sentimos um peso enorme em nossas costas diariamente, acordamos com vontade de dormir, o trânsito, a buzina, o choro, o toque do telefone, os e-mails! Quanta coisa pra uma cabeça só! Parece que nossa mente vai dar um nó e iremos sucumbir, pois não estamos mais agüentando viver (ou seria sobreviver?) nesta selva completa de pedra. Qual a parte desse dia que conseguimos parar para falar com Deus? Aliás, você fala com Deus?
Eu falo, e falo das formas mais bizarras que você possa imaginar. O que me leva a fazer isso? Ou o que me leva a ser assim? Não importa a pergunta, pois a resposta é única: FÉ.
Fé de que, não importa como falo, sei que Ele me ouve.
Não estou aqui para colocar em pauta o seu credo, estou aqui para te apresentar as mais diversas formas de se falar com Deus através do livro “101 maneiras de conversar com Deus”  do Dandi Daley Mackall, que possuo na minha cabeceira da cama. Sabe aqueles livros que a gente compra naquelas livrarias das rodoviárias? Geralmente compramos livros que sejam compostos de contos, nada de histórias longas, pois não queremos nos prender a nenhuma história, vai que a viagem acaba e a história não, né? Melhor prevenir essa sensação ruim de uma história inacabada.
Crio situações mirabolantes para falar com Deus, falo com Ele em situações um pouco estranhas, como por exemplo, escovando os dentes. Logo ali, logo cedo, já começo meu dia conversando com Ele sobre as mais diversas situações que eu sei que irei passar durante o meu dia todo. Ou quando estou dentro do ônibus, passando por uma paisagem, imaginando que minha vida poderia ser uma novela e começo a questioná-lo das mais diversas formas. Óbvio que Ele nem deve me dar ouvidos para algumas banalidades que falo,  ainda mais com tantas coisas que Ele precisa resolver.  Mas não é gostoso saber que há alguém disposto a nos ouvir 24 horas por dia?
Tem uma dica neste livro que gosto muito, que é a seguinte:

“Faça alguma coisa fisicamente difícil. Corra, nade, levante pesos, ou,  durante um minuto, faça exercícios extenuantes, o mais rápido que puder. (Assegure-se de que seu médico não faça objeções!) Converse com Deus a respeito dos recursos não utilizados que foram concedidos em cada área de sua vida – o potencial para ser um pai mais amoroso ou um filho mais atencioso, a possibilidade de ser um profissional mais eficiente ou um amigo melhor. Abra-se para novas possibilidades”.

Falar com Deus não significa, somente, verbalizar seus anseios, seus medos, sonhos, e etc. Podemos falar com Deus através das nossas atitudes, através dos nossos pensamentos, através do nosso modo de vida, e isso independe do nosso credo.

“De volta à essência da vida. Limpe seus armários, a garagem ou o sótão. Livre-se das coisas que você não usa. Dê esses objetos de presente ou jogue-os fora. Quanto tiver feito isso, celebre com uma simples refeição de pão, queijo e frutas. Peça a Deus para ajudá-lo a viver uma vida livre e natural. E agradeça a Deus pelo pão de cada dia”.

Falar com Deus é uma tarefa simples. Não há regras, não há limites, muito menos hierarquias para serem respeitadas. Nosso acesso a Ele é direto e isso nos basta. Ele nos escuta, nos observa 24 horas por dia, sem parar e está sempre pronto para nos ouvir, sempre disposto a um diálogo.
Faça um teste. Comece um diálogo com Deus sem fronteiras, sem regras, sem um lugar e uma maneira exata. Use suas atitudes, seus pensamentos, seus sentimentos.
Nunca será uma experiência ruim dialogar com uma pessoa aberta a nos ouvir, não acha?

“Numa segunda-feira, peça a Deus que o torne mais flexível. Depois, durante o dia, peça sempre que puder e se disponha a aceitar qualquer mudança que Deus possa ter em mente. Mostre-se propenso a alterar a sua rotina ou seus planos para aquele dia: almoçar na companhia de alguém em vez de fazer isso sozinho, visitar um amigo doente em vez de ir diretamente para casa depois do trabalho, fazer uma caminhada em vez de assistir TV à noite. Tente permanecer sintonizado a toda hora, para receber orientação de Deus”.

Boa sorte!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Dói

Bater o dedinho do pé no rack dói. Prender o dedo na porta, também dói. Muitas coisas doem na gente. Doem no físico, doem na alma. Mas qual dessas dores toleramos mais? Não se sabe, até porque a dor não se mede. Quando ela vem, não importa por qual porta a deixamos entrar, ela vem atropelando tudo, pisoteando sonhos, estraçalhando planos, soltando lágrimas e fazendo arder nosso peito.
Por horas, achamos que não vamos suportar. O peito aperta, a cabeça parece que vai explodir e queremos apenas apagar. Deixar de existir. Pelo menos até a dor passar. Não é?
Suportamos o peso de traições, o peso das decepções, o peso do mundo. Meus caros, a verdade de tudo é que somos fortes. Queremos apagar, mas não conseguimos, ficamos ali, chorando e suportando até o sono nos levar, até um ombro amigo nos acolher, até Deus nos abraçar com seu infinito amor.
Isso não se discute.
Viveremos isso até o findar de nossas vidas, e digo mais: vamos aceitar para doer menos.

Os dias já andam tão tristes e difíceis, não vamos dar o peso desnecessário as coisas que não tem peso algum.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

A casa

Vai ser uma nova casa
Leve, calma, sem pesares
Vai ter verde, vai ter paz, vai ter som, vai ter coisa boa, paz
Vai ter silêncio, vai ter Pedrinho, vai ter luz e cor
Vai ter o que não consegui até hoje
Mas vai ter, faça chuva ou faça sol, porque aprendi que precisa ter
Vai ter boas noites de sono, excelentes manhãs
Vai ter sábados alegres e domingos de descanso
Sei que vão ter dias de solidão, mas esses serão dias de privacidade também
Vão ter dias de músicas altas e músicas baixas
Dias de rezas fortes e rezas brandas
Dias de calor intenso e dias de frio congelantes
Mas sei que todos esses dias serão somente meus
Todos preparados e reservados por Deus para mim
Após longos dias de espera
Vai ser uma casa nova
Vai ser uma nova casa.

E ponto

Eu te amo e ponto. Não se fala mais nisso, nem se cochicha, nem se sussurra, nem se nada, muito menos se esconde. Se escreve, se fala, balbucia, não mais silencia. Te amo e ponto. Chega de vírgulas, reticências, parênteses, aspas ou qualquer pontuação que não finalize essa afirmação.
Eu te amo. Ponto.
Não dá mais para amar duvidando. Não dá mais para ser "eu te amo?", muito menos "eu te amo...". A vida cobra, o tempo pesa e pede, então, eu te amo.
E ponto.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Caio, sempre e pra sempre Caio.

Caio F Abreu (Caio Fernando Loureiro de Abreu) foi um jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro. Sua escrita é inconfundível, traz à tona o mundo moderno de uma forma dramática, angustiante e bem pessoal, abordando assuntos como sexo, medo e, principalmente, sua solidão. Caio é considerado um "fotógrafo da fragmentação contemporânea".

"Olha, antes do ônibus partir eu tenho uma porção de coisas para te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe, dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe como serão ditas nem como serão ouvidas, compreende?".
Caio Fernando Abreu

E esse foi o primeiro trecho que ouvi sobre este grande homem por quem hoje sou completamente apaixonada. Esse trecho saiu da boca de um professor que eu tinha de artes cênicas. Ele fez todo esse texto, que se chama "Para uma avenca partindo". O meu favorito, dos muitos que o Caio já escreveu, sendo que em seguida vem o "Sapatinhos vermelhos".
Para uma avenca partindo... Partindo do princípio que avenca se trata de uma planta, o título passa longe de ser algo romântico ou de entregar que o texto seja algo que fala de algo do tipo, mas ele é simplesmente algo que nos entrega. Entrega toda nossa fraqueza ao dizer adeus. Sim, porque dizer adeus machuca, seja no antes, durante, depois. A palavra adeus já dói. Mas quando dizemos adeus, como diria Caio, queremos dizer na verdade a-deus: entregar à Deus aquilo que já não podemos mais cuidar. É lindo, é lúdico, porém dolorido.
Quando temos que dizer adeus, não conseguimos ter as palavras exatas e neste texto o Caio mistura exatamente esta confusão, todas essas incertezas das palavras, do sim, do não, das maçãs que levamos nas bolsas quando viajamos, do nosso desespero em falar tudo na última hora quando o ônibus está partindo levando dentro dele o nosso maior bem. Deixamos para a hora do adeus nosso desespero em mostrar nosso amor, nosso carinho, nossa preocupação, nossa importância. Já parou para reparar nisso?
Deixamos para a hora da partida a conversa sobre aquele dia em que viramos as costas e dormimos, quando na verdade teríamos que ter conversado. Choramos nossas mágoas ao travesseiro, quando deveríamos ter trocado palavras e resolvido todo mal entendido. Deixamos para a hora do adeus, para dizer o quanto éramos felizes nas manhãs de sábado quando íamos passear pelas ruas asfaltadas de São Paulo, mesmo sob a fina chuva, só para comer o pastel da feira. Ou até mesmo para dizer que eu queria tanto que você soubesse o quanto eu queria ser mais comunicativa, mas tinha medo de dizer além daquilo que você suportaria escutar, por medo de te perder.

"Sim, eu sei, eu vou escrever, eu vou escrever, eu não vou escrever, mas é bom você botar um casaco, está esfriando tanto, depois, na estrada, olha, depois do ônibus partir eu quero lhe dizer uma porção de coisas, será que vai dar tempo? Escuta, não fecha a janela, está tudo definido aqui dentro, é só uma coisa, espera um pouco mais, depois você arruma as malas e as botas, fica tranquila, esse velho não vai incomodar você, olha, eu ainda não disse tudo, e a culpa é única e exclusivamente sua, porque você fica sempre me interrompendo e me fazendo suspeitar que você não passa mesmo de uma simples avenca? Eu preciso de muito silêncio e de muita concentração para dizer todas as coisas que eu tinha para te dizer, olha, antes de você ir embora, eu queria te dizer quê". 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Pratique

Pratique o esquecimento, o desapego, o desassossego, o esquecimento da lembrança, a desesperança.
Vai te fazer bem e não vai mais te doer ao ler, ao ver, ao sentir, ao ouvir.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Apenas eu

Apenas eu e nada mais. Ninguém mais.
Eu, embrulhada de presente e ao mesmo despida por essa vida, despida pelos sentimentos, pelas traições, pelas pessoas, pelas circunstâncias. Me deixei despir. Me olho no espelho e não gosto do que vejo. No hoje. Não sei no amanhã.
No hoje, vejo uma menina mulher, mutilada pelas mãos alheias, com seus sonhos estraçalhados a sua volta. Consegue ver? Consegue desembaraçar meus cabelos, por favor? Limpar minha maquiagem borrada? E limpar meu coração?
Conseguiria apagar essas lembranças que me machucam? Peço por favor. Consegue?
Me olhe. O que consegue ver, além de uma pele branca cheia de tatuagens e manchas? Consegue ver além dos meus olhos? Tipo, minha alma?
Me olha e me acha feia, né? Eu sei... Me daria uma flor? Eu me sentiria feliz. Melhor.
Escreveria uma música pra mim? Rezaria pra mim? Juntaria suas mãos nas minhas? Teria essa coragem?
Sabe essas correntes que amarram meus pés? Consegue ver? E as algemas que unem meus pulsos? Estão visíveis para ti? Então, há amor em você suficiente para remove-los? Gostaria de tentar?
Pegue aquele travesseiro, deixe eu deitar no seu colo. Leia algo para mim ou coloque alguma música. Me faça descansar, pois me sinto tão pesada... Faria isso por mim?
Me daria um pouco d'água? Me ensinaria a jogar cartas? Escovaria meus dentes? Acho que estou com febre. Te sirvo?
Pode ir. Sei que queres partir... Acostumei com indas e vindas.
Pode me deixar aqui acorrentada. Tudo bem.
Uma hora eu me penteio.
Uma hora eu me maquio.
Uma hora eu bebo água.
Uma hora eu me liberto.

Flores

Me mande flores, não importa quais.
Não precisa enviar com cartão, se quiser enviar, não precisa escrever nada, pois saberei que foi você. Acrescente boas intenções, o que não será difícil pra ti. Encha de amor e de carinho. De respeito, que eu sei que você tem, e de sobra.
Se não quiser me mandar flores, pode me mandar qualquer coisa, menos bombons, pois já sabe que não gosto deles, rs. Mande algo que gosto. Mande livros, cd's, cartas, palavras, rascunhos, desenhos, fotografias. Eu aguardo, juro.
Alegre minha semana de alguma forma.
Me alegre, de algum jeito.
Sei que não sabe por onde começar, mas já sei que já passou por alguns começos. Recomece.
Recomeçar não é pecado e, às vezes, é preciso. Precisamos de chances, sejam elas quantas forem. Não acha?
O que pedimos é que sejam verdadeiras, reais e, acima de tudo, sensatas. De alma e coração. peito aberto e mãos estendidas.
Olhos abertos, mentes ao alto... É tão bom!
Esperamos todos os dias por recomeços.
Surpresas e novidades são boas, mas recomeços nos trazem lembranças boas. Chances de fazer tudo diferente. Com pessoas diferentes, em lugares diferentes, com sensações diferentes.
Mas as flores, elas não precisam ser iguais.
Elas nunca serão.
Mas os sentimentos... Ah, eles sim! Mudarão de tempos em tempos!
"Dai-me rosas e lírios"!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Por enquanto

A princípio são duas almas, cada uma com seu corpo e sua vida. Cada qual em seu canto. Por enquanto.

About last night...

Frio e mais frio na barriga. Não são borboletas, não! É frio mesmo!
Um emaranhado de palavras desconexas e uma vontade imensa de abraçar. E ser abraçada.
Seus olhos não param sob os meus e suas mãos me pareceram aflitas. Procuramos manter uma certa distância. Sim, é justo. Mas meu silêncio te perturba, te incomoda e você precisa mexer. Me mexer, e mexe.
Como pode isso? Poderia me explicar?
Não, não é amor. Não é tesão. Não sei o que é. Só sei que seus olhos não saem da minha mente e seu sorriso também não. Aliás, o som dele não pára de reverberar na minha mente. Luto para não chegar ao coração. Espero que eu consiga.
Duas almas, com suas vidas independentes. Nos encontramos por acaso, não era para ter sido, não era para ter acontecido. Não era para eu estar ali, mas de alguma forma eu estava.
Você diz que nossa hora vai chegar... Posso confessar? Estou ansiosa para saber como é te abraçar de verdade e receber um beijo seu, pois, por enquanto te dou bombons ao invés de beijos. Queria poder te dar os dois. Queria poder te dar minha mão, meu riso, uma água de côco, uma deitada na areia da para à noite para contemplar o céu. Este céu que você não vê e que quero que veja comigo.
Penso em você e sorrio. Acho que isso ainda é proibido... Né?
Mas posso fazer isso nem  que seja um pouco? Tenho precisado tanto sorrir e você se tornou um motivo tão agradável. Me deixa? Nem que seja por alguns minutos do meu dia.
Juro não esperar essa hora que você diz que teremos.
Mas juro fingir que não esperarei.
Ontem seus abraços me renderam sorrisos. Sorrisos solitários em meu quarto. Me deixei levar e você não tem culpa, nem nunca terá. É que foi tão bom te sentir mais perto, por segundos ouvir sua respiração e sentir seu coração. Ele bateu tão forte e lindamente.
Não posso me apaixonar. Não agora. Não Renata, não faça isso... Mas como não? Seus olhos, ao nos despedir pediram para que eu permanecesse na sua vida de alguma forma. Você sabe, eu sei, nós sabemos.
Haverá um certo silêncio da sua parte. Eu sei. Já previa. Mas eu precisava externar essa sensação maravilhosa que você me causou.
Queria poder te mostrar um monte de coisa! Um mundo diferente! Meu mundo! Meus livros, minhas canções, meus beijos, minhas histórias, meus medos. Poderei segurar sua mão sem medo que você a solte? É que já a soltaram tantas vezes que tenho medo...
Muita coisa passa pela minha cabeça neste momento, menos o dia dessa história nunca acontecer.
Permita-se, por favor.
Por um dia.
Por uma hora.
Por um segundo.
Por uma vida.


A janela

A primeira vez que peguei um livro, de verdade, não foi no jardim de infância nem no ensino fundamental. Senti o peso de um livro e de suas palavras quando li Estação Carandiru, do maravilhoso Drauzio Varella.
Nasci e morei em São Paulo até meus 21 anos de idade e, vez em sempre, estava andando de metrô para visitar familiares. Dessas muitas vezes, passava pela estação Carandiru do metrô e ficava encantada por aquele complexo penitenciário. Eu devia ter no máximo 12 anos, quando ficava me questionando o que acontecia ali dentro. Sei que ali habitavam pessoas perigosas (segundo meus pais), mas eu queria saber o que pessoas perigosas faziam, ou teriam feito para estarem ali.
Via suas roupas penduradas por aquelas minúsculas janelas e me perguntava como eles respiravam… Minha mãe evitava falar a respeito, mas eu a enchia de perguntas. Sempre. Era um encanto quando a voz da “moça do vagão” falava: próxima estação, Carandiru. Grudava meus olhos na janela para não perder nenhum detalhe. Procurava as entradas, as saídas, queria avistar o rosto de algumas dessas pessoas perigosas, a qualquer custo.
Quando fiquei um pouco mais velha, vi na prateleira de um amigo o livro que contava fatos sobre esse complexo penitenciário que tanto me instigava.
livrocarandiru
Tava ali, grosso, com uma capa sombria, letras pequenas e muitas, muitas folhas. Pedi ao meu amigo aquele livro emprestado, e ele prontamente disse que sim. Posso dizer que degustei cada folha…
Naquela época, o complexo já estava desativado e diziam que ali seria feito um parque de diversões, uma praça, algo do tipo. Me encantei por cada letra, cada detalhe que o Drauzio soube expor. Pra mim, tudo foi mágico, apesar de trágico. Através desse livro, pude ver como o ser humano pode chegar ao seu extremo, no quesito de se rebaixar mesmo. Promiscuidade, sexo, drogas, doenças, armas, guerras. Mas, por outro lado, entendia que eles não tinham muitas escolhas. A parte que mais me chamou a atenção foi a que fala sobre a chacina, na qual os policiais mataram boa parte dos presos. A troco de nada.
Fiquei impressionada com a frieza dessa atitude, mas não sabia mais para que lado torcer. Cada página que eu “comia” me fazia mudar de opinião. Acabava por me perder procurando saber quem seria o mocinho ou o vilão. Através da leitura deste livro, consegui ter uma visão um pouco diferente da vida atrás das grades (apesar de estar fora delas. Graças a Deus!). Sim, há amor, há compaixão, há saudade, há esperança e há dor. Muita dor.
Parei, um pouco, de julgar essas pessoas, não importando seu passado.
As páginas que li, que falavam sobre os cuidados que eles recebiam nas enfermarias nas situações mais precárias possíveis, me fizeram ver que eu tinha sorte. Ok, eu não tinha cometido nenhum delito para merecer estar ali, mas e aí? Somos humanos, farinha do mesmo saco, penso eu.
Diariamente, minha visão sobre o mundo muda. Um dia penso que algumas coisas são justas, no outro dia já quero mudar este quadro e sair nas ruas lutando pela igualdade social, não importando se você já teve ou não que respirar por uma daquelas janelas.
Escolhas. Tudo é questão de escolhas.
De certo, nenhum dos presos nasceu querendo ver o “sol nascer quadrado”, mas não souberam escolher por vê-lo lindo e radiante, nascendo e se pondo no final da sua rua, seja em um bairro chique ou em alguma periferia desse mundo.
Escolha saber escolher.
Use as armas corretas. Use o coração… Não acredite quando dizem que ele é enganoso. O mundo sim é. As pessoas são, mas o coração… Ah, o coração não.
Não me permito mais passar pelos lugares sem saber as coisas que desejo, seja por um complexo penitenciário ou por uma mente alheia.
Cutuco, investigo, leio. Curiosa que sou, vou atrás sem medo. Devoro páginas, leio legendas, desmistifico reticências.
Me recuso a viver, e a ver, a vida através de pequenas janelas impostas por mim, ou mesmo por você.
Afinal, somos seres do mesmo meio.
Resultado do mesmo projeto.
São as escolhas que nos fazem diferentes.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

E foi...

E foi.
Você se foi... De vez.
Cada dia mais distante, mas desta vez criou-se um imenso muro entre nós. Tentei não chorar, mas foi inevitável. Mas confesso que não chorei o bastante, na verdade, não chorei o quanto eu esperava.
Seus caminhos se tornaram tortuosos, avesso aos meus. Não te alcanço mais. Joguei a toalha, mesmo.
Não lutarei mais comigo todas as noites, imaginando como seria ao te ver.
Te vi. Nos vimos. Silêncio.
Não esbocei nada. Não tive vontade e logo após sua partida, constatei que meu silêncio não foi infundado. Eu sabia, de alguma forma, eu sabia. No fundo a gente sempre sabe e naquele dia eu sabia, de alguma forma, que eu não fazia parte dos seus pensamentos. Agora me encontro apenas em sua memória, com uma placa escrito "incrível". Não é essa a palavra que você usa para me descrever à terceiros?
Obrigada.
Fui o que pude ser, e foi uma pena você não poder ter sido o mesmo pra mim. Nem mesmo após o pós.
Agora me sento aqui, reorganizo pensamentos, planos e afogo a saudade, afinal ela só serve para arrancar minhas lágrimas.
E assim foi.
Nunca mais será.
E o ponto final foi dado. Sem virgulas, sem aspas, sem reticências. Ponto.

domingo, 2 de novembro de 2014

Coragem

O que lhe falta é coragem. Coragem de quebrar esse silêncio, coragem de dizer a verdade, coragem pra assumir seus erros, seus atos, suas inconsequências. Eu sempre havia dito que quando eu esparramo, não junto mais. Não sei porque você nunca botou fé. Deve ser porque eu sempre fiz questão de apaziguar tudo, sempre abracei a cada porrada recebida, sim, pois certas palavras soam como boas e belas porradas. Me perdoem o linguajar, mas tem coisas que necessitam de palavras fulas para ser compreendidas.
Covardia em excesso. Medo? Tanto faz.
Se esconde atrás de um silêncio que diz muito mais que mil palavras. Eu sei e ouço.
Não espero que você me apareça montado num cavalo branco, trazendo consigo um par de alianças me jurando fidelidade e amor eterno. Não mais. Foi-se a época. Coração é terra que ninguém quer pisar, pelo menos no meu, pois você deixou pedras e espinhos e estou terminando o processo de limpeza, para que outro amor nasça.
Quando tiver coragem de quebrar esse silêncio, talvez eu não queira mais entender.
Vou te mandar pra puta que te pariu. Você, seu cavalo e suas alianças.

sábado, 1 de novembro de 2014

Estranha liberdade

Minha vida é algo livre. Coisa livre, de liberdade mesmo, de nada nem ninguém. Sem correntes em forma de abraços. Ela é verdadeira, mesmo dentro de suas falsidades, fatalidades e casualidades.
Tudo é calmo, é tranquilo e agitado. Entro e saio de onde eu quiser, quando quiser, da forma que eu achar melhor. Abraços já não me aprisionam mais, nem beijos me iludem. Nada mais me prende. Nem lagrimas, nem carinho, nem mentiras, nem traições. Pego meu mundo e o jogo nas minhas costas. Caio por este mundo a fora. Caio na vida e faço trocas. Boas trocas. Faço o melhor e o pior para ficar de pé. E quem não faria?
Sou livre! Hoje aqui, amanhã ali e quem recebeu meu melhor e pior, já nem sabem mais quem sou.
A liberdade as vezes me traz esquecimento e isso me dói. Mas, ai me lembro de esquecer da dor e tudo passa a ser mais fácil. Liberdade tem um preço. Eu pago. Bem pago. Se pago!
Não lanço mão do meu mundo, dos meus desejos. A vida que carrego nas costas, carrega consigo o que tenho de mais valioso: o amor que aprendi a ter pela liberdade.
Amo o que é e o que não é meu. E mesmo assim, amando ou não, deixo tudo livre, pois estes não posso carregar comigo, além de suas lembranças na memória. Pois estas sim, jamais serão aprisionadas nem se eu quisesse, apesar de ser toda minha.
Nem se eu desejasse, amasse, amargasse por demais esta possibilidade... Não mais! Não mesmo! Nunca mais!
Liberdade te dá essa coragem. Coragem do não, do talvez não, do talvez sim, vem pra mim, mas me deixe assim que eu te pedir, não me deixe exigir.
Mais que pássaro livre. Mais que a mim. Mais que mais, não deixa de ser a mais pura verdade. O fato de eu amar e me perder, com toda essa minha liberdade.

A espera

Todo mundo hoje  em dia vive na espera de algo, seja uma promoção no trabalho, reconhecimento nos estudos, reconhecimento nos esforços diários, reconhecimento de um amor. O mundo espera um governo mais justo, espera mais chuvas, menos crises, menos tudo de ruim e mais das coisas boas.
A sensação de espera não é fácil. A cabeça pira, o coração acelera, ficamos impacientes a cada segundo que se passa e nada do que esperamos acontece.
Cada espera tem um peso sobre nós. Há quem consiga esperar por dias, meses e anos, mas há aquelas que pessoas que não suportam a espera de um minuto.
O relógio parece ficar de mal conosco, as circunstâncias parecem não nos favorecer. Desmoronamos a cada "não", a cada " talvez ", a cada tudo aquilo que nos faz sentir impotentes. O mundo esta pedindo agilidade diariamente e costumamos adotar a frase " não tenho tempo suficiente".
O que é não ter esse tempo?
O que você tem feito para que tudo seja a seu favor?
Qual tem sido seu esforço?
Esperamos sentados por mais ar, mais água, mais amor. Aguardamos por mais paz. Levantamos a bandeira branca e dizemos que perdemos, e por muitas vezes o tempo só te pedia um pouco mais de paciência.
A atualidade nos tornou pessoas imediatistas e isso traz um peso muito grande para nossa mente e coração. Não aguentamos por muito tempo os ponteiros do relógio ultrapassarem um ao outro, dia após dia...
Mas talvez tenhamos que ter essa consciência logo, rápido, ou colocaremos em risco nossos planos e sonhos. Vamos destruir antecipadamente coisas boas que o destino nos reserva.
Qual seu grau de paciência atual?
Conseguiria esperar algo que tanto deseja?
A espera vale a pena; muita das vezes.
O que é bom não vem fácil, não vem pronto, não vem perfeito. Tome essa nota.
Tenha paciência para moldar consequências, pessoas e atitudes.
Talvez o mundo se torne menos tenso e ai sim, seus sonhos, planos e projetos terão uma grande chance de se concretizarem.
Viver nesse mundo não significa que você precisa ser igual a esse "todo" mundo.
Aguarde e verás.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Mágico

Quando escrevo, não escrevo na intenção de ser perfeita, ou de parecer uma pessoa assim. Quando escrevo, não me preocupo em ser especialista na língua portuguesa, não procuro dar sentido ao que sinto. Apenas saio escrevendo. E escrevo, não só porque minha terapeuta disse que é bom, mas porque acho ótimo. Se as coisas tem sentido? Não sei!
Não páro para pensar sobre o que escrever, o que deixar fluir. Apenas sinto e escrevo. É fácil e todos deveriam fazer o mesmo.
Experimente colocar uma música que esteja de acordo com seu astral do dia e deixe fluir. Analise o resultado ao terminar e reanalise depois de alguns dias. As formas mudam, as palavras se perdem em vários sentidos... É mágico!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Eu juro...

Eu juro que vou fingir não entender essa sua aproximação tão repentina. Fingirei saber esconder o descontentamento das suas atitudes. Juro fingir não saber suas intenções e nem a intensidade dessa tal dor que diz que sentes. Eu juro por mim, que não vou tentar adivinhar suas próximas palavras, nem suas egoístas atitudes.
Por mais que minha cabeça rode e gire em torno desse assunto, juro não me preocupar e nem decifrar seu momento. Juro não querer entender seu silêncio de meses e juro fingir não saber que você esperava minha ligação, ou quem sabe apenas uma mensagem de texto, um e-mail, sei lá.
Juro não voltar a ouvir as músicas que um dia foram nossas. Juro não olhar nossas fotos que estão guardadas em uma caixa ao lado da minha cama.
Juro tentar não sentir raiva e nem ódio dessa sua inusitada atitude.
Juro não me perguntar o por quê disso agora.
Eu juro não jurar mais nada.
Juro apenas esperar ver as cenas desse circo todo, desse movimento irresponsável que estás tomando.
Eu juro, sem ao menos saber o que significa, de fato, a palavra jurar.

Democracia? Onde?

Bom dia, gente.
Durante o correr dessa tal "festa da democracia", não fui infeliz em fazer um só comentário. Após a barbaridade do resultado de ontem, resolvi expor MEU ponto de vista, onde todos estão de vento e popa, falando do descontentamento do nosso país.
Fui alvejada de diversas formas (pra variar). Gostaria que entendessem que não sou só diversão, sou opinião também e segundo essas pessoas que foram contra minha reação, gostaria de salientar que vocês votaram no presidente que diz "que o Brasil é o país mais democrático do planeta".
Democracia? Aonde?
Vamos ao Aurélio:
1. Governo em que o povo exerce a soberania, direta ou indiretamente.
2. Partido democrático.
3. O povo (em oposição a aristocracia).
Diante dessas informações, acho que tenho o direito como cidadã desse país em expor minha opinião, seja ela suja ou mal lavada, afinal, quem assumiu o poder não está muito longe de ser suja. Mas por que digo isso? Vamos pegar apenas alguns exemplos para que vocês possam entender meu descontentamento (não que eu seja obrigada à lhe dar satisfações):
Nada menos que 100% das obras do Minha Casa Minha Vida apresentam falhas; uma em cada quatro obras do PAC 1 segue inacabada; apenas 1% do prometido foi entregue ao plano de modernização da Conab; e nenhuma Unidade de Conservação da Amazônia foi criada.
O Programa Minha Casa Minha Vida foi recentemente vistoriado pelo Tribunal de Contas da União, que encontrou falha em 100% das obras. São problemas estruturais que, segundo a avaliação, “dificultam ou mesmo inviabilizam o uso pleno da moradia pelo beneficiário”, colocando em risco a segurança dos moradores.
As unidades de pronto atendimento (UPAs 24 horas), programa vinculado ao Ministério da Saúde, também não escaparam da estrutura precária. São trincas nas paredes, infiltrações e até mesmo problemas com a lei. Os auditores encontraram quatro situações em que as unidades sequer tinham o “habite-se”, documento que autoriza o funcionamento do local. “A ausência de habite-se configura descumprimento à legislação municipal (…) e impossibilita a confirmação se essas unidades foram construídas conforme as exigências técnico-legais necessárias”, informa o relatório do tribunal. UPA sem habite-se? Só pode ser uma UPA no Terreirão - Recreio!
Levantamento feito pela Folha com base no balanço oficial dos primeiros quatros meses de execução do programa, mostra que dos 101 projetos destacados pelo Planalto como mais importantes, 27 não foram concluídos e 4 foram abandonados. (…) Segundo o documento do governo, todas as obras do PAC 1 consideradas relevantes deveriam estar prontas ou em operação em 2014. Nessa lista, estão grandes projetos, como a usina hidrelétrica de Belo Monte, a transposição do Rio São Francisco e a refinaria Abreu e Lima (em Pernambuco), todos ainda em andamento.
Outro projeto lançado, com alarde, que praticamente não saiu do lugar foi o plano de modernização e ampliação de armazenagem da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Dos R$ 500 milhões previstos para a contratação de projetos e obras de construção e reforma de 90 armazéns entre 2014 e 2015, o Tesouro Nacional liberou somente R$ 1,5 milhão, ou menos de 1% dos R$ 225 milhões previstos para este ano, conforme dados do Orçamento federal.
Poucas vezes um governo reuniu tamanho consenso ao redor de si. O governo Dilma surfa no otimismo nacional. Incensada pela grande mídia, paparicada por chefes de estado, premiada, admirada, a presidenta está com a bola toda. Seu modo de governar enfatiza a eficiência, a ordem, a capacidade gestora, a intolerância diante da corrupção, da leniência, do atraso, do mau funcionalismo. Dilma é daquelas pessoas que olha para a frente e anda em linha reta. A única fantasia digna da responsabilidade que assumiu é a casaca de general. A passo firme, sabe pra onde vai e ai de quem se colocar em seu caminho. Não tem muita elucubração de intelectual, é hora de realpolitik: o Brasil tem de continuar crescendo, ocupar a cadeira no rol de grandes nações, distribuir renda, incluir todos em seu projeto social e econômico. Além (ou aquém) do governo Lula, Dilma foi abraçada pela velha classe média, se rodeou ainda mais de um peemedebismo por assim dizer “sociológico”, e não mexeu com as bases políticas estruturadas pelas igrejas evangélicas, — tudo isso em detrimento da relação com os movimentos sociais e das lutas concretas. Os 64% de ótimo-bom chancelam a combinação de sucesso, confirmada matematicamente também pelos indicadores do IBGE, IPEA e BC.
Os dilmistas admitem que nem tudo é perfeito. Mas mantêm uma crença granítica que o projeto de Brasil, no cômputo geral, é esse mesmo. Não há alternativa mais à esquerda. Megabarragens, mega-aeroportos, megaeventos, megainvenstimentos, enfim, megacoisas têm de ser feitas para a gente chegar lá. A incontinência quantitativa recheia as mensagens políticas, cada vez mais publicitárias. Dilma aparece como a pessoa capaz de fazer, decidida a fazer, e que faz. Os dilmistas confiam quase cegamente no juízo da presidenta. Se ela erra, é porque estaria mal assessorada, porque teria sido enganada por conselheiros mal-intencionados, por jornalistas mentirosos. A esquerda brasileira tem coração eslavo. Acredita na bondade última do czar*. Como duvidar do compromisso ideológico de alguém com a trajetória da presidenta? A convicção redime automaticamente qualquer ato da liderança e justifica a militância acrítica, convertendo todos os problemas numa primária aritmética de correlação de forças.
No caso do Ministério da Cultura, por exemplo, vários ativistas insistem em despender esforços para entender o que se passa na cabeça de Dilma; como convencê-la, por dentro do governo, do erro que é Ana de Hollanda; como mostrar por A + B dos despropósitos dessa gestão diante das realizações de outrora, no governo Lula. Ora, passados um ano e quatro meses tentando “derrubar a ministra”, — sob o assentimento quase paternal da grande imprensa, — será que esses ativistas não conseguem perceber que se trata de um subproduto da política do governo e do desenvolvimentismo dilmista, e não uma falha contingente? Analisar intenções neutraliza a capacidade de análise. A rigor, examinar o foro íntimo, a esfera de convicções e intenções de uma pessoa, é tão inútil quanto tentar descobrir o que se passa na cabeça de um caranguejo.
É, no mínimo, paradoxal. Com a crise, os governos da Europa e Estados Unidos têm por pesadelo virar algo como o Terceiro Mundo. O grande medo incutido nas populações estaria na alta civilização ocidental “regredir” à condição de sociedade favelizada, violenta e extremamente desigual. Esse medo preenche o tecido social de pulsões xenófobas e racistas, chocando mais uma vez o ovo da serpente. Mas até filósofos mais radicais derrapam ao equiparar brasilianização com favelização. A esquerda européia, com raras exceções, simplesmente não enxerga a potência gerada na América Sul, com seu devir de raças e sua antropofagia, principalmente na década passada. Foi necessária uma mobilização geracional muito além da Esquerda para que a Praça Tahrir, a mais árabe das revoluções, pudesse chegar a Madri, Londres e Nova Iorque. O devir-sul do mundo contagia e acaba se afirmando, apesar das barreiras, desdéns e miopias de partidos e grupos organizados da esquerda. Por outro lado, igualmente míope e desdenhoso, o governo Dilma se limita a pretender ser como o Primeiro Mundo. O projeto de Brasil é chegar lá, no futuro primeiromundista, no exato momento histórico em que esses regimes capitalistas fracassam a olhos vivos. Como se o planejamento de Brasil e brasileiro, — um projeto econômico e antropológico, — estivesse orientado à Europa e ao europeu de cinquenta anos atrás, desconsiderando toda a dinâmica da crise global. Enquanto surgem novos processos e subjetividades, novas bases materiais para ousar o máximo existencial, o modelo dilmista reproduz a mesma lógica economista e desenvolvimentista, uma racionalidade que já é passado. O norte não quer ser o sul e o sul quer ser o norte, enquanto todo o problema talvez esteja exatamente em querer ser como o norte.
O mal do consenso costuma ser a falta de imaginação.
Bregada e sem mais.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Essa tal moda


A moda muda o tempo todo no mundo. Mas afinal de contas, o que seria moda? Vamos ao Aurélio:

Significado de Moda
1. Uso passageiro que regula, de acordo com o gosto do momento, a forma de viver, de se vestir, etc.
2. Maneira de vestir.
3. Modo, costume, vontade.
4. Ária, cantiga.
5. À moda de:  segundo os costumes.
6. Loja de modas:  aquela em que se vendem artigos de vestuário e de adorno.
7. Passar de moda:  deixar de se usar.
Podemos perceber que a palavra em si, quer dizer muita coisa a respeito de como nos vestimos, as tendências que adotamos, os costumes que passamos a ter... Quero expandir esse conceito de moda para a nossa vida. Como? Preste atenção em todas as suas atitudes, em todas as suas escolhas, ao redor do seu umbigo. Sim, do seu umbigo, pois existe a moda de ser egoísta também.
Tem aquela moda do “não sirvo mais para você” ou “você é muito além do que mereço”. Costumo chamar isso de moda do fraco. Moda do incapaz. Moda do ser-não-pensante. E, de verdade, nunca adotei essa moda. A acho démodé, insuficiente para os tempos de hoje.
Houve um período que passamos por certas “modinhas”, como por exemplo, a moda da pulseirinha feita com pedrinhas de  swarovski, moda da banda Foo Fighters (yeeehh!), Madonna, Michael Jackson... Moda dos cachos, do liso, do escovado, da lipo, do corpo perfeito. Moda do iPhone, da jaqueta de couro, da jeans, das cores neon, da tequila, dos energéticos. Época de suportar amores insuportáveis, alegando uma causa justa. Moda da calça jeans cintura alta, cintura baixa, que chegavam a mostrar aquela marquinha de biquíni feita por bronzeamento artificial. Moda dos cremes da Victoria Secrets, moda do Gol “bolinha”, moda das botinhas de couro, moda do axé, moda do hip hop, moda do black, soul, jazz. Moda de ser fã do Jamiroquai, Capital Inicial. Até aquela moda, digamos estranha, de uma banda chamada KLB. Moda das batidas invertidas de certos corações. Mas há uma moda que nunca sai de cena: a moda do amar de verdade.
Fazer parte dessa tribo é difícil. Adotar essa moda nos tempos modernos de hoje, é somente para os fortes. Fracos não tem vez; mas é uma moda que muitos silenciam dentro de si, se acham incapazes de expor essa forma “vergonhosa” , para os dias de hoje, de moda.
Caros, sinto informá-los que amar é punk. Amar é foda. Amar e ser amado é uma das formas da moda que mais admiro (quando realizadas de verdade).
Tá aí, uma moda que curto e não oscilo. Não há como escolher por um amor rosa neon, não há como optar por aquele amor mais fraco aos nossos sentidos. Essa é uma moda atípica, pois você não a escolhe; quando vemos, já somos adeptos à moda do amar. A moda do se entregar, a moda do “me ame, porque eu te amo”.
Por vezes essa moda nos traz problemas e tristezas, mas me diga: quantas pessoas você conhece que foram capazes de largarem essa moda depois de a terem conhecido? Moda que adormece, mas não morre. Silência, mas não cala.
Essa moda nos leva à escrita emocionada, nos traz à tona todos aqueles sentimentos que jamais pensaríamos que nos faria sucumbir. Mas, acabamos por sucumbir. Não desistimos, não cedemos. Podemos nos fechar por um certo tempo e passarmos a nos vestirmos de cinza, passamos para a moda de Caetano, Gil, Elis Regina. Adotamos a moda das comidas congeladas, dos cafés, das bitucas de cigarro espalhadas pela casa e livros do Caio Fernando Abreu abertos, como se tivessem sido folheados por um tufão. Descobrimos a moda de expor ou de fechar. A todo momento há alguém que faz uso dessa moda. Pare para prestar atenção à sua volta. Quantas pessoas estão caladas e escondem dentro de si algo que arde, que dói, que despudora?
Diante de todas essas formas de moda, fico me perguntando quando serei atingida pela moda da “maré da sorte”. Quando poderei adotar a moda das roupas coloridas, das frases de motivação espalhadas pelo banheiro em post it’s coloridos. Moda dos vestidos floridos para os dias de sol e do salto alto para as noites quentes. Não sei, não sabemos. Não dá pra saber.

Mas nada como um jeans velho com uma camiseta branca não resolva. Mente ao alto, mãos abertas, corações livres. Um livro e um bom vinho! Ou champagne?

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Foi fácil.

Foi fácil te deixar partir. Foi simples e racional.
Você deixou bem claro que eu não fazia mais parte da sua vida. E caso eu permanecesse, te atrapalharia. Fiquei pensando em como um amor pode atrapalhar a vida de alguém, mas não deixei esse pensamento tomar totalmente conta de mim; dessa vez não.
Por várias tentei. Por inúmeras vezes tentei entender. Te entender; mas dessa vez tudo foi diferente.
Usei as péssimas lembranças que você me deixou. Como aquele dia em que me deixou chorando nos lençóis, ou como aquele dia que me abandonou na calçada em um dia de festa, porem frio e vazio.
Você levou consigo as melhores lembranças e te agradeço por isso, ou eu não teria forças o suficiente para ir em frente. Mas você foi e eu fui.
Meu silêncio não é proposital. É sinal e prova que você, talvez, não me faça tanta falta quanto achava que faria; ou melhor: talvez eu tivesse enxergado que você não merecia meu amor, lealdade, amizade, fidelidade...
Os dias se passam rapidamente e vejo que foi a melhor coisa. Não teria espaço pra mim nessa sua nova vida fútil e eu não iria querer apostar novamente.
Seja feliz, esteja feliz com suas escolhas.
Você escolheu todo esse caminho e meu silencio não passa de respeito pelas suas escolhas.
Entenda.
Já doeu demais. Já amarguei todas as lagrimas que por você meu corpo expeliu.
Já enterrei toda e qualquer esperança.
Vamos esperar os dias, meses passarem.
Talvez algum de nós se arrependa.
Ou não.

Olha a vida passando...

De ontem pra cá tive alguns pensamentos. Estou feliz, cara! Feliz! E sabe por quê? Porque não há ninguém me apontando o dedo e dizendo que a culpa é minha, que tudo deu errado por minha causa, que sou culpada por isso e por aquilo, que estou acima do peso e blá blá blá...
To feliz pois não vejo mais dedos apontados para mim, me acusando de coisas que não fiz. De coisas que eu nem sei porque aconteceram...
Sou culpada por querer ser feliz e fazer tudo acontecer perfeitamente. Carrego nas costas a culpa de uma coisa que nem culpada fui, mas fiz isso para aliviar a tensão...
Tenso.
Mas estou incrivelmente feliz sem sua presença hostil. Sem suas acusações infundadas só para ter desculpas dos teus atos, dos teus erros.
Eu sabia que eu poderia sorrir novamente.
Eu sabia que poderia amar.
Aqui estou eu, vida!

domingo, 19 de outubro de 2014

Madrugada

É madrugada e eu não posso me esconder. Mesmo entre as ruas tão escuras, seu olhar foi capaz de me achar... Como pode?
Como pode seu olhar trazer tanta luz? Luz que cega, que dói e machuca?
Entre os espaços escuros que me sobrou, apenas um rascunho do que houve, uma esperança do que podia ter sido e uma dúvida do que nos aguarda.
Sufoco dentro de mim toda essa neblina, que me cega e faz com que eu me perca. Caio em delírios de outras luzes, mas não posso esconder que sua escuridão é maior que tudo.
Sinto o gosto amargo do tabaco, enquanto da janela vejo as ruas escuras...
Por onde você anda?
O que sente?
Consegue me ver na sua própria escuridão?

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A cada dia...

Porque a cada dia que passa, a saudade se torna mais dolorida.
Essa é minha impressão de hoje.

Destino

Assim como lavamos o corpo deveríamos lavar o destino, mudar de vida como mudamos de roupa — não para salvar a vida, como comemos e dormimos, mas por aquele respeito alheio por nós mesmos, a que propriamente chamamos asseio.
Fernando Pessoa - Livro do Desassossego



Desassossego


​Hoje, apenas hoje, eu estou com um desassossego na alma. Agitada internamente, confusa, suando frio, muitos calafrios. Queria eu ter o poder de decifra-los, queria eu poder contorná-los ou domá-los, mas está fora do meu controle.

Sentada diante da mesa de trabalho, ouvindo músicas para ver se me acalmo, mas nenhuma dessas coisas "para se acalmar" estão funcionando. Não consigo ler, assistir a um video ou parar para pensar. Olho para todos os lados, e me sinto mal ao saber que o inimigo mora ao lado, sim, ao lado mesmo e isso não é uma metáfora.

Uma vez pela manhã, bem de manhã mesmo, avistei na calçada. Não conseguia ver direito, pois estava com muito sono, mas alguns traços não podem me enganar: uma pessoa alta, de pele morena, corpo robusto. Não consegui observar detalhes, mas meu instinto sabia que aquele era um dos meus inimigos, quiça, o pior.

Por causa de suas artimanhas chorei dias e noite e até a morte me foi cogitada. Hoje paro e penso que não havia necessidade de nada disso, mas quando estamos no olho do furacão, não conseguimos observar seu tamanho e intensidade.

Olho para o relógio por diversas vezes em um minuto. A hora não passa, o tempo está me crucificando. O ar não gela, o suor escorre e me sinto incomodada.

Não consigo pensar em qual lugar eu poderia estar segura dessas sensações. Mando recados, mas ninguém responde. Estou sozinha nessa e com calafrios. Eles me incomodam tanto. 

Já fumei quase uma cartela toda de cigarros e agora estou com uma tosse horrível... Pra que? Eu jurava que fumar iria me acalmar. Lembrei do meu antidepressivo e.. ok, já foi administrado as 10:00 da manhã, mas hoje ele não está com muita valia. Meu organismo não absorveu, ele não se mostrou para que veio, de fato.

Dias não me sentia assim, com esse ar saudoso, com essa dor e angústia.

Procuro ler coisas, mas meus olhos pousam sobre as mesmas palavras, mesmas fotos, mesmos www ponto com.

O que será que está acontecendo?

Não sei...

Sinto medo e não vejo mão alguma sendo estendida. Será hoje, mais um daqueles dias que Deus prova nossa capacidade de suportar algo?

Acabo de acionar o ar condicionado em 17º, na esperança de que ele gele meu corpo e eu pare de suar... Mas confesso que não coopero, pois estou agasalhada. Estranho, mas não quero me mostrar, não quero tirar o agasalho.

Coldplay começa a tocar agora. Parece óleo nas mãos, que fazem eu deslizar os dedos sob o teclado. Soluço, muito soluço. Apanho e bebo a água... Ops, ela desce literalmente pelo buraco errado e começo a tossir e em seguida a suar novamente.

Por que não consigo esquecer certas coisas?

Há coisas que já deveriam parar de doer, mas ainda doem. Não gosto de me sentir impotente assim.

Não consigo entender o que sinto e essas palavras, com certeza, não irão fazer você entender.

Eu rezo. 

Peço proteção espiritual, peço luz pra minha mente. Olho o relógio e vejo o Natal chegar, menos a hora de eu partir! Que agonia!

Maravilha... Começou uma música que amo, acho que o óleo secou.

Andrew Belle - Black Bear

Procure no 4shared, vocês vão gostar.

Eu aposto que sim.

Oi!

Olá, quanto tempo, né?
Já estamos em Outubro de 2014 e eu ainda não consegui entender nada do que aconteceu.
Como o tempo está passando depressa... Quantas pessoas entraram e sairam da minha vida! Quantas mudanças!
Talvez eu apareça mais, ou talvez não.

Só queria deixar uma afirmação aqui:

Sou grata pelas pessoas difíceis que tive que lidar na minha vida, Elas me mostraram exatamente o tipo de pessoa que eu não quero me tornar.

Beijo!