sexta-feira, 7 de novembro de 2014

About last night...

Frio e mais frio na barriga. Não são borboletas, não! É frio mesmo!
Um emaranhado de palavras desconexas e uma vontade imensa de abraçar. E ser abraçada.
Seus olhos não param sob os meus e suas mãos me pareceram aflitas. Procuramos manter uma certa distância. Sim, é justo. Mas meu silêncio te perturba, te incomoda e você precisa mexer. Me mexer, e mexe.
Como pode isso? Poderia me explicar?
Não, não é amor. Não é tesão. Não sei o que é. Só sei que seus olhos não saem da minha mente e seu sorriso também não. Aliás, o som dele não pára de reverberar na minha mente. Luto para não chegar ao coração. Espero que eu consiga.
Duas almas, com suas vidas independentes. Nos encontramos por acaso, não era para ter sido, não era para ter acontecido. Não era para eu estar ali, mas de alguma forma eu estava.
Você diz que nossa hora vai chegar... Posso confessar? Estou ansiosa para saber como é te abraçar de verdade e receber um beijo seu, pois, por enquanto te dou bombons ao invés de beijos. Queria poder te dar os dois. Queria poder te dar minha mão, meu riso, uma água de côco, uma deitada na areia da para à noite para contemplar o céu. Este céu que você não vê e que quero que veja comigo.
Penso em você e sorrio. Acho que isso ainda é proibido... Né?
Mas posso fazer isso nem  que seja um pouco? Tenho precisado tanto sorrir e você se tornou um motivo tão agradável. Me deixa? Nem que seja por alguns minutos do meu dia.
Juro não esperar essa hora que você diz que teremos.
Mas juro fingir que não esperarei.
Ontem seus abraços me renderam sorrisos. Sorrisos solitários em meu quarto. Me deixei levar e você não tem culpa, nem nunca terá. É que foi tão bom te sentir mais perto, por segundos ouvir sua respiração e sentir seu coração. Ele bateu tão forte e lindamente.
Não posso me apaixonar. Não agora. Não Renata, não faça isso... Mas como não? Seus olhos, ao nos despedir pediram para que eu permanecesse na sua vida de alguma forma. Você sabe, eu sei, nós sabemos.
Haverá um certo silêncio da sua parte. Eu sei. Já previa. Mas eu precisava externar essa sensação maravilhosa que você me causou.
Queria poder te mostrar um monte de coisa! Um mundo diferente! Meu mundo! Meus livros, minhas canções, meus beijos, minhas histórias, meus medos. Poderei segurar sua mão sem medo que você a solte? É que já a soltaram tantas vezes que tenho medo...
Muita coisa passa pela minha cabeça neste momento, menos o dia dessa história nunca acontecer.
Permita-se, por favor.
Por um dia.
Por uma hora.
Por um segundo.
Por uma vida.


Nenhum comentário:

Postar um comentário