terça-feira, 4 de novembro de 2014

E foi...

E foi.
Você se foi... De vez.
Cada dia mais distante, mas desta vez criou-se um imenso muro entre nós. Tentei não chorar, mas foi inevitável. Mas confesso que não chorei o bastante, na verdade, não chorei o quanto eu esperava.
Seus caminhos se tornaram tortuosos, avesso aos meus. Não te alcanço mais. Joguei a toalha, mesmo.
Não lutarei mais comigo todas as noites, imaginando como seria ao te ver.
Te vi. Nos vimos. Silêncio.
Não esbocei nada. Não tive vontade e logo após sua partida, constatei que meu silêncio não foi infundado. Eu sabia, de alguma forma, eu sabia. No fundo a gente sempre sabe e naquele dia eu sabia, de alguma forma, que eu não fazia parte dos seus pensamentos. Agora me encontro apenas em sua memória, com uma placa escrito "incrível". Não é essa a palavra que você usa para me descrever à terceiros?
Obrigada.
Fui o que pude ser, e foi uma pena você não poder ter sido o mesmo pra mim. Nem mesmo após o pós.
Agora me sento aqui, reorganizo pensamentos, planos e afogo a saudade, afinal ela só serve para arrancar minhas lágrimas.
E assim foi.
Nunca mais será.
E o ponto final foi dado. Sem virgulas, sem aspas, sem reticências. Ponto.

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