Minha vida é algo livre. Coisa livre, de liberdade mesmo, de nada nem ninguém. Sem correntes em forma de abraços. Ela é verdadeira, mesmo dentro de suas falsidades, fatalidades e casualidades.
Tudo é calmo, é tranquilo e agitado. Entro e saio de onde eu quiser, quando quiser, da forma que eu achar melhor. Abraços já não me aprisionam mais, nem beijos me iludem. Nada mais me prende. Nem lagrimas, nem carinho, nem mentiras, nem traições. Pego meu mundo e o jogo nas minhas costas. Caio por este mundo a fora. Caio na vida e faço trocas. Boas trocas. Faço o melhor e o pior para ficar de pé. E quem não faria?
Sou livre! Hoje aqui, amanhã ali e quem recebeu meu melhor e pior, já nem sabem mais quem sou.
A liberdade as vezes me traz esquecimento e isso me dói. Mas, ai me lembro de esquecer da dor e tudo passa a ser mais fácil. Liberdade tem um preço. Eu pago. Bem pago. Se pago!
Não lanço mão do meu mundo, dos meus desejos. A vida que carrego nas costas, carrega consigo o que tenho de mais valioso: o amor que aprendi a ter pela liberdade.
Amo o que é e o que não é meu. E mesmo assim, amando ou não, deixo tudo livre, pois estes não posso carregar comigo, além de suas lembranças na memória. Pois estas sim, jamais serão aprisionadas nem se eu quisesse, apesar de ser toda minha.
Nem se eu desejasse, amasse, amargasse por demais esta possibilidade... Não mais! Não mesmo! Nunca mais!
Liberdade te dá essa coragem. Coragem do não, do talvez não, do talvez sim, vem pra mim, mas me deixe assim que eu te pedir, não me deixe exigir.
Mais que pássaro livre. Mais que a mim. Mais que mais, não deixa de ser a mais pura verdade. O fato de eu amar e me perder, com toda essa minha liberdade.
sábado, 1 de novembro de 2014
Estranha liberdade
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