sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Essa tal moda


A moda muda o tempo todo no mundo. Mas afinal de contas, o que seria moda? Vamos ao Aurélio:

Significado de Moda
1. Uso passageiro que regula, de acordo com o gosto do momento, a forma de viver, de se vestir, etc.
2. Maneira de vestir.
3. Modo, costume, vontade.
4. Ária, cantiga.
5. À moda de:  segundo os costumes.
6. Loja de modas:  aquela em que se vendem artigos de vestuário e de adorno.
7. Passar de moda:  deixar de se usar.
Podemos perceber que a palavra em si, quer dizer muita coisa a respeito de como nos vestimos, as tendências que adotamos, os costumes que passamos a ter... Quero expandir esse conceito de moda para a nossa vida. Como? Preste atenção em todas as suas atitudes, em todas as suas escolhas, ao redor do seu umbigo. Sim, do seu umbigo, pois existe a moda de ser egoísta também.
Tem aquela moda do “não sirvo mais para você” ou “você é muito além do que mereço”. Costumo chamar isso de moda do fraco. Moda do incapaz. Moda do ser-não-pensante. E, de verdade, nunca adotei essa moda. A acho démodé, insuficiente para os tempos de hoje.
Houve um período que passamos por certas “modinhas”, como por exemplo, a moda da pulseirinha feita com pedrinhas de  swarovski, moda da banda Foo Fighters (yeeehh!), Madonna, Michael Jackson... Moda dos cachos, do liso, do escovado, da lipo, do corpo perfeito. Moda do iPhone, da jaqueta de couro, da jeans, das cores neon, da tequila, dos energéticos. Época de suportar amores insuportáveis, alegando uma causa justa. Moda da calça jeans cintura alta, cintura baixa, que chegavam a mostrar aquela marquinha de biquíni feita por bronzeamento artificial. Moda dos cremes da Victoria Secrets, moda do Gol “bolinha”, moda das botinhas de couro, moda do axé, moda do hip hop, moda do black, soul, jazz. Moda de ser fã do Jamiroquai, Capital Inicial. Até aquela moda, digamos estranha, de uma banda chamada KLB. Moda das batidas invertidas de certos corações. Mas há uma moda que nunca sai de cena: a moda do amar de verdade.
Fazer parte dessa tribo é difícil. Adotar essa moda nos tempos modernos de hoje, é somente para os fortes. Fracos não tem vez; mas é uma moda que muitos silenciam dentro de si, se acham incapazes de expor essa forma “vergonhosa” , para os dias de hoje, de moda.
Caros, sinto informá-los que amar é punk. Amar é foda. Amar e ser amado é uma das formas da moda que mais admiro (quando realizadas de verdade).
Tá aí, uma moda que curto e não oscilo. Não há como escolher por um amor rosa neon, não há como optar por aquele amor mais fraco aos nossos sentidos. Essa é uma moda atípica, pois você não a escolhe; quando vemos, já somos adeptos à moda do amar. A moda do se entregar, a moda do “me ame, porque eu te amo”.
Por vezes essa moda nos traz problemas e tristezas, mas me diga: quantas pessoas você conhece que foram capazes de largarem essa moda depois de a terem conhecido? Moda que adormece, mas não morre. Silência, mas não cala.
Essa moda nos leva à escrita emocionada, nos traz à tona todos aqueles sentimentos que jamais pensaríamos que nos faria sucumbir. Mas, acabamos por sucumbir. Não desistimos, não cedemos. Podemos nos fechar por um certo tempo e passarmos a nos vestirmos de cinza, passamos para a moda de Caetano, Gil, Elis Regina. Adotamos a moda das comidas congeladas, dos cafés, das bitucas de cigarro espalhadas pela casa e livros do Caio Fernando Abreu abertos, como se tivessem sido folheados por um tufão. Descobrimos a moda de expor ou de fechar. A todo momento há alguém que faz uso dessa moda. Pare para prestar atenção à sua volta. Quantas pessoas estão caladas e escondem dentro de si algo que arde, que dói, que despudora?
Diante de todas essas formas de moda, fico me perguntando quando serei atingida pela moda da “maré da sorte”. Quando poderei adotar a moda das roupas coloridas, das frases de motivação espalhadas pelo banheiro em post it’s coloridos. Moda dos vestidos floridos para os dias de sol e do salto alto para as noites quentes. Não sei, não sabemos. Não dá pra saber.

Mas nada como um jeans velho com uma camiseta branca não resolva. Mente ao alto, mãos abertas, corações livres. Um livro e um bom vinho! Ou champagne?

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