domingo, 19 de outubro de 2014

Madrugada

É madrugada e eu não posso me esconder. Mesmo entre as ruas tão escuras, seu olhar foi capaz de me achar... Como pode?
Como pode seu olhar trazer tanta luz? Luz que cega, que dói e machuca?
Entre os espaços escuros que me sobrou, apenas um rascunho do que houve, uma esperança do que podia ter sido e uma dúvida do que nos aguarda.
Sufoco dentro de mim toda essa neblina, que me cega e faz com que eu me perca. Caio em delírios de outras luzes, mas não posso esconder que sua escuridão é maior que tudo.
Sinto o gosto amargo do tabaco, enquanto da janela vejo as ruas escuras...
Por onde você anda?
O que sente?
Consegue me ver na sua própria escuridão?

Nenhum comentário:

Postar um comentário