quinta-feira, 31 de maio de 2012

Traição nossa de cada dia - Por Daniel Oliveira

Acordar cedo, tomar banho, sair correndo para pegar o metrô. Chegar no trabalho às 9h, sair às 12h para um suposto almoço, fazer uma ligação e entrar no motel com uma desconhecida. Voltar pro expediente, chegar em casa e dar um beijo de boa noite na mulher ou namorada. Essa é a rotina de muitos homens que conheço. E essa naturalidade gigante com que a traição é tratada vem de um princípio clichê feminino (e deveras masculino): homens são todos iguais e não valem nada, portanto traem.
De início eu pergunto: é inerente ao homem a condição de traidor?
Cada vez mais vejo amigos justificando o fato de não quererem romper com as supostas namoradas perfeitas, mesmo acharem a relação sem graça. Aquela coisa meia-boca que deixa a vida sexual meia-bomba e por aí vai. Mas isso é natural. Não que justifique como certo ou errado, mas é natural. Seguindo uma linha simples de raciocínio, a gente consegue entender porque a traição é encarada como uma coisa normal e que pode vir a fazer parte de toda e qualquer relação: antes daquele relacionamento, ele sentia tesão por outras pessoas. O tesão por outras pessoas não morreu quando se aceitou tomar parte de uma relação mais séria. Ele só abre mão da liberdade do pau louco porque tem outros motivos que o fazem dar mais valor à mulher/namorada do que o sexo com outras.
Homem é um ser prático que prefere manter os outros aspectos do relacionamento como estão e saciar esses desejos sexuais com outras mulheres, principalmente prostitutas, pela falta de envolvimento pessoal e emocional. É coisa de moleque? Pode ser. É coisa de quem não presta? Também pode ser. Mas o real motivo pelo qual traições ocorrem é a falta de comunicação e o comodismo, em um senso bem estrito. Relações mais longas tendem a cair na rotina e fazer com que uma das partes (ou ambas) perca o tesão na outra. E daí, aquela coisa chamada senso prático e o instinto visual masculino que acha que uma trepadinha não faz mal a ninguém e não vai mudar o seu relacionamento guardado numa redoma de vidro. Por mais que pareça bobo pensar assim, uma ereção causa deslocamento sanguíneo de algum lugar e o aumento da adrenalina no corpo (e daí surgem as brincadeiras sobre falta de oxigenação cerebral e homens pensando com a cabeça de baixo). Culpem a testosterona. A gente pensa menos e age mais. Mesmo que a gente se arrependa depois, o caráter e o estado da relação é quem vai dizer o que acontece a seguir.




No geral, os relacionamentos que não possuem diálogo ou são moralistas demais na cama acabam por amornar. Sexo não pode ser morno, senão esfria facilmente. É cumplicidade. É chegar pro outro e dizer: “Olha, eu gosto quando você vem por cima e de lado. Mas me machuca ficar de quatro”. É dizer pra namorada que adoraria um anal com ela e que vocês podem ir tentando até ela se sentir confortável. É disso que a gente sempre fala, que parece óbvio e que a maioria dos casais não entendem: se não houver sinceridade, a coisa desanda.  Às vezes, me parece que casais tratam as coisas de modo inverso: quanto mais intimidade tem com o parceiro, maior tende a ser o pudor na cama. Se fosse uma desconhecida num sexo casual, ele faria mais o que tivesse vontade do que pensaria o que pode pegar bem ou não porque tem uma vida a dois.
E eu volto pra questão feita: traição é inerente ao instinto masculino? Não. Por mais que a gente tenha algumas facilidades e condições físicas que incitem a traição, ela é completamente abrangente aos dois sexos. Homem trai, mulher trai. Com naturalidade ou não. Na cara de pau ou não. E os motivos são variados e vão além do que foi falado aqui. A traição nossa de cada dia tem mais a ver com o que a gente pensa e como a gente pensa sobre sexo num relacionamento. Quebrar aquele tabu numa Era moderninha ainda é difícil, por mais fácil que aparente ser. A naturalidade com que a rotina de alguém que trai é tratada deveria ser a naturalidade com que sexo a dois é tratado. E se você se espantou de cada com essa rotina, talvez sexo ainda seja um assunto que espante você.


Palavras, palavras, palavras...


E durante o dia todas aquelas lembranças, sobre as músicas, fotos, fatos, luzes e pensamentos, tudo aquilo me vem à mente com uma força tão feroz como a de milhoes de cavalos. Músicas que entram por meus ouvidos que tocam meu coração, ou seriam meus corações? Todas as letras que entram pela pele... O que são lembranças?
O sol se escondeu há tempos e a nuvem negra já veio sob minha cabeça. Como tudo conseguiu ficar escuro assim, de repente? Do nada? As gotas que caem sobre minha pele são geladas, frias como gotas de gelo, me arrepiam, me ensurdecem, me deixam em prantos. Meu coração fica tão miúdo... Aonde você está? Segure minha mão, não me deixe aqui sozinha com todos esses pensamentos que se materializam a cada piscar de olhos... Ah essa solidão e essas letras que se misturam e que se transformam em todas essas palavras desconexas e sem som nem direção. Não há nota, não pentagrama para essa harmonia. Tão soltas por aí e eu só queria que elas atingissem o seu coração.

Sobre o peso da frase: "Amor, vamos conversar?"

Lembrar de você abafa o silêncio que ocupa o interior do meu carro. você se lembra da placa dele? achei que tivesse facilidade para decorar números. não é esse o seu truque para se vender atencioso? o vento da madrugada parece sólido e a cidade mais agressiva. o caminho de volta, apesar de gelado, não tem a nostalgia das minhas tardes depois das aulas do colégio. e me agrada do mesmo jeito. tudo mudou tanto. mas continuo sendo a menina sentada na cadeira dos bailinhos. daquelas que, ao ganhar a vassoura, não têm coragem de arrancar par nenhum. mesmo sonhando a semana toda com isso. mas continuo gostando daquelas tardes. frio, chocolate e um livro, deitada na cama. algo que nunca vou renunciar. soa tão egoísta. nunca. nem quando o próximo namorado tentar me arrastar para contemplá-lo no mar. deverá agradecer já que de praia só gosto nesses dias. cinzas. gelados. as ondas brigando para ver qual delas aparece mais. me deixe sozinha. não me acorde desse descanso. quero ver até onde você chega. porque o inverno está aí. é quando você decide que vai me chamar para a próxima dança. é quando o vento tenta socar a ponta do meu nariz e eu vou ter uma desculpa para usar roupas e postura discretas. é quando algum babaca vai se sentar do meu lado e achar que me leva pra casa, se prometer enternidade. se estiver sóbria, posso sorrir. mas vou continuar na minha cadeira. tomando talvez aquele tinto seco que colore os meus dentes. e que você odeia. talvez olhe para a porta. e espere a sua entrada cheia de falsa humildade. você ainda acha que convence alguém? o silêncio dentro do carro é cortado por um soluço. meu choro abortado. que nenhuma lágrima ouse me contrariar. ainda pergunto por que teve de terminar assim. a esta altura eu deveria ter vergonha. eu tenho. eu quero fazer você parar. eu não consigo. a sua ligação interrompe a tranquilidade de meu caminho de volta. esquece. dessa vez não vou me levantar. a cadeira virou escolha. ouvir a música daqui parece melhor. e ver a pista cheia já não me surpreende. ver você no meio dela escolhendo o próximo amor próprio pra destruir já faz parte das nossas madrugadas. prometo não te interromper com a minha vassoura. não vou te privar do papel de ridículo. que só agora percebo. denunciado em uma frase vazia distorcida pela sua dicção embriagada. e quando sua cena não tiver mais graça – porque seu sorriso já não encanta como antes –  pago a conta e saio à francesa.

Quando amar cansa.

Lembrar de você abafa o silêncio que ocupa o interior do meu carro. você se lembra da placa dele? achei que tivesse facilidade para decorar números. não é esse o seu truque para se vender atencioso? o vento da madrugada parece sólido e a cidade mais agressiva. o caminho de volta, apesar de gelado, não tem a nostalgia das minhas tardes depois das aulas do colégio. e me agrada do mesmo jeito. tudo mudou tanto. mas continuo sendo a menina sentada na cadeira dos bailinhos. daquelas que, ao ganhar a vassoura, não têm coragem de arrancar par nenhum. mesmo sonhando a semana toda com isso. mas continuo gostando daquelas tardes. frio, chocolate e um livro, deitada na cama. algo que nunca vou renunciar. soa tão egoísta. nunca. nem quando o próximo namorado tentar me arrastar para contemplá-lo no mar. deverá agradecer já que de praia só gosto nesses dias. cinzas. gelados. as ondas brigando para ver qual delas aparece mais. me deixe sozinha. não me acorde desse descanso. quero ver até onde você chega. porque o inverno está aí. é quando você decide que vai me chamar para a próxima dança. é quando o vento tenta socar a ponta do meu nariz e eu vou ter uma desculpa para usar roupas e postura discretas. é quando algum babaca vai se sentar do meu lado e achar que me leva pra casa, se prometer enternidade. se estiver sóbria, posso sorrir. mas vou continuar na minha cadeira. tomando talvez aquele tinto seco que colore os meus dentes. e que você odeia. talvez olhe para a porta. e espere a sua entrada cheia de falsa humildade. você ainda acha que convence alguém? o silêncio dentro do carro é cortado por um soluço. meu choro abortado. que nenhuma lágrima ouse me contrariar. ainda pergunto por que teve de terminar assim. a esta altura eu deveria ter vergonha. eu tenho. eu quero fazer você parar. eu não consigo. a sua ligação interrompe a tranquilidade de meu caminho de volta. esquece. dessa vez não vou me levantar. a cadeira virou escolha. ouvir a música daqui parece melhor. e ver a pista cheia já não me surpreende. ver você no meio dela escolhendo o próximo amor próprio pra destruir já faz parte das nossas madrugadas. prometo não te interromper com a minha vassoura. não vou te privar do papel de ridículo. que só agora percebo. denunciado em uma frase vazia distorcida pela sua dicção embriagada. e quando sua cena não tiver mais graça – porque seu sorriso já não encanta como antes –  pago a conta e saio à francesa.

Procura-se um par de pés - mesmo gelados - para dividir o edredom...

Mal o inverno chegou e já foi decretada a temporada oficial de casais fazerem fondeu – para o desespero dos solteiros aflitos. É que no frio não há nada mais agradável que um cobertor no aconchego do sofá com um filminho no DVD, uma taça de vinho pra te esquentar e um par de pés – mesmo que gelados – pra encontra com os seus embaixo do edredom. Aliás, não existe melhor cobertor que aquele acompanhado por uma conchinha acolhedora. E é exatamente por esse clima de romance que o inverno traz que, nessas últimas semanas, parece que multiplicaram as reclamações de amigas que sonham em encontrar seu par – ou pelo menos um namorado de inverno. É claro que não há coisa mais natural que querer achar um parceiro, mas às vezes essa busca perde o foco: precisa-se mais deixar de ser solteira que encontrar um amor. Precisa-se de um namorado (e ponto).
Vivemos uma época em que tememos a solidão. A condição de estar só virou o “mal” do século XXI, o bicho papão do nosso tempo. Numa era em que a cada segundo uma nova tecnologia é inventada para encurtar distâncias e – teoricamente – aproximar as pessoas, o que não vale é se sentir esquecido. E então, quando bate a solidão, ela vem acompanhada do desespero. Desespero de se sentir só num mundo sem ninguém que se importe com você. Isso explica, em alguns casos, porque surge a necessidade urgente de namorar, casar, ter filhos. Não sabemos como lidar e não suportamos esse estado que, na verdade, é inerente à nossa natureza.
Esse temor de ficar sozinho desenvolveu até aquele tipo de pessoa que sempre está namorando. Não consegue ficar sozinha, talvez por medo ou insegurança, confunda sentimentos em troca de ter alguém ao seu lado. Termina um relacionamento e já engata em outro, não dá nem tempo de curar as cicatrizes do último amor, de se preparar pra respirar fundo outra vez, e ela já muda o status de relacionamento do facebook num piscar de olhos.  Quem age assim, diante dos olhos alheios, é visto apenas como namoradeiro, alguém que gosta de estar numa relação amorosa. Mas não é bem isso o que acontece com quem opta por estar solteiro. Sempre tem alguém pra perguntar quando você vai desencalhar, as reuniões de família são uma desculpa para saber se houve algum update no seu campo afetivo e nas festas de casamento seu lugar é ao lado das mesas das crianças. Sem contar que com o passar do tempo a pressão só aumenta. É impossível não olhar ao redor e não sentir os comentários do tipo: “Ela nunca fica com ninguém, nunca namora ninguém, será que há algum problema com ela?”.
Parece que é impossível ser feliz sem uma metade pra te completar. Mas o que os outros esquecem é que antes de tudo vem o amor próprio, e é por isso que temos que amar também a nossa solidão. Podemos sim ter namorados, maridos e filhos, mas é bom nos lembrarmos de que sempre estamos sozinhas. É preciso muito discernimento para não confundir amor com carência, é preciso muita coragem para não se afundar num poço de dependência emocional. É preciso estar atento para encontrar pessoas que combinem conosco, nos compreendam e, acima de tudo, acolham a nossa solidão, para aí partilhar a solidão um com o outro. Caso contrário, se eu fosse você, ouviria a minha avó que sempre me dizia o ditado batido mas sincero de que: “antes só do que mal acompanhado”.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Porque dar uma segunda chance nunca é uma boa idéia.

Não sei quem foi, mas com certeza essas palavras foram proferidas por alguém muito sábio: “voltar pra um velho amor é que nem ler um livro pela segunda vez – você já sabe como vai terminar.” Sim, porque nosso coração romântico tende a achar que isso é exagero, que sempre há chances quando há amor, e que nunca é tarde pra se arrepender. A realidade, porém, tem se mostrado impiedosamente contrária a esse nosso ideal romântico de relacionamentos.
Ficar com alguém só por amor é uma péssima ideia.
Pessoas que se recusam a acreditar esse fato acabam quebrando a cara incontáveis vezes. Porque o amor é necessário, mas ele, sozinho, não sustenta uma relação. É preciso muito mais do que isso. Parceria, respeito, companheirismo, objetivos de vida similares, sexo de qualidade, são apenas algumas dentre as diversas características necessárias pra se sustentar um relacionamento formado por duas pessoas distintas. Sem elas, desculpe-me o Cazuza, nem todo amor que houver nessa vida é o bastante.
Quando um relacionamento termina é porque alguns dos pilares básicos não estavam fortes o bastante e, acredite se quiser, na maioria das vezes o amor não é um deles. Porque é muito comum observar casais que terminam ainda se amando. O amor continuava intacto, mas outras afinidades não estavam bem estruturadas o que impossibilita a continuidade de um relacionamento feliz. Só que a carência, a saudade da rotina, as noites frias de domingo sozinha na cama, nos fazem acreditar no contrário. É mais fácil ceder do que resistir. E nós, fracos que somos, ficamos assustadíssimos diante de uma realidade na qual não temos mais o conforto de uma relação que fez parte da nossa existência por tanto tempo. Recomeçar é difícil demais. O vazio machuca demais. E no meio dessa fase dolorosa de recuperação, eis que surge o ex – uma esperança no fim do túnel pra nos tirar do sofrimento. Como a mente mente, ela nos faz acreditar que dessa vez vai ser diferente, que tudo vai mudar – e nós, num ato de desespero, voltamos. Muito provavelmente pra descobrir – depois que a fase da empolgação de um novo começo acaba – que nada mudou.
Costumo comparar essas segundas chances como alguém que anda de bicicleta. Você estava pedalando feliz até que um dia levou um tombo e estourou o joelho, que ficou em carne viva. Daí você sente dor, passa remédio, faz curativo. Só que a vontade de andar de bicicleta de novo é tão grande que, mal a ferida cicatrizou, e você já sai pedalando de novo. Até que passa novamente por um buraco e se estatela no chão. O pobre joelho que estava começando a se recuperar, retrocede,  ficando ainda mais machucado do que antes. Tudo isso porque você  não soube dar-lhe o tempo necessário pra se recuperar, pra se renovar, pra trocar de pele. Experimente trocar o joelho pelo seu coração – é assim que você age quando volta pra um amor antigo por causa da carência. Seu coração estava no processo de cura, precisando de cuidado, de isolamento, até que estivesse pronto pra outra. Mas você ignorou o aviso do corpo. Se entregou novamente àquele amor antigo, que você sabia que lhe faria mal, cedo ou tarde. Se tivesse dado o tempo necessário para a cura completa, aí sim estaria pronta pra andar de bicicleta novamente e explorar outras esquinas pelo mundo. Dessa vez, consciente, fortalecida e preparada. Mas você foi fraca e, como não poderia ser diferente, estatelou seu coração mais uma vez.
Por isso já dissemos por aqui que ser feliz é mesmo pros corajosos. Aqueles que jamais se esquecem que o maior amor do mundo tem que ser o amor próprio. Sempre que você passa em cima desse amor em nome do amor por outra pessoa, o resultado já é conhecido – você ativa o botão do VDM (vulgo, vai dar merda.) E sempre dá, as estatísticas confirmam. Por isso, sempre que nos sentirmos tentados a dar uma outra chance pra algo/alguém que nos fez mal, deveríamos nos lembrar que a vida é boa, que é bela, e que estamos aqui em contagem regressiva, por isso não há tempo pra apostar nos mesmos erros. Só assim nos permitiremos, antes de qualquer coisa, dar uma segunda chance pra nós mesmos.

17 coisas que só uma garota de programa poderia te contar...

Kelly* (usei  nome fictício por pedido da autora) é uma garota de programa que começou a se prostituir aos 17 anos. Hoje tem 26. Entrou nessa profissão, como a maioria das profissionais desse ramo, por não enxergar outras oportunidades. Queria ser independente. Queria sair de casa. E gostava de sexo, e muito. Ela  escreveu dizendo que gostaria de compartilhar alguns fatos que ela concluiu nesses 9 anos de trabalho diário com sexo. E é claro que aceitei ouvir – ninguém melhor do que uma pessoa que escolheu essa profissão para nos contar sobre tudo o que passa nos bastidores. Em seu relato, ela mesmo diz que nessa vida da luxúria, onde não existe espaço para o certo, errado, estranho ou bizarro, já que tudo é aceitável, é possível ter contato com um lado menos hipócrita das pessoas. Acreditamos.
Através do seu relato, reuni aqui algumas verdades que provavelmente somente uma garota de programa poderia nos revelar com tanta propriedade. Deixe os preconceitos de lado e não se esqueça que, na vida, todo mundo tem alguma coisa para nos ensinar:

1. Alguns homens me procuram somente para conversar. Me pagam para ter um diálogo que não conseguem ter em casa.

2. Brochar é mais normal do que você pode imaginar.

3. Garotas de programa conseguem ganhar tanto dinheiro porque elas realizam fetiches que os homens não têm coragem de confessar a ninguém.

4. Tem muito homem do tipo machista que procura uma garota de programa para ser passivo. Muitos mesmo.

5. A história de que uma mulher sempre fará sexo oral melhor em uma mulher do que um homem, é mito. Já testei essa teoria e nem sempre procede.

6. A maioria dos puteiros têm problemas com roupas de cama e toalhas. Muitas vezes os lençóis são trocados uma vez por dia. As toalhas que os clientes usam, são secadas e colocadas novamente num plástico. Tudo em nome da economia.

7. Uma média de 75% dos homens que nos procuram são casados. Outros 10% são noivos ou namoram.

8. As explicações que os homens comprometidos dão sobre procurar uma garota de programa geralmente são duas: enjoaram do sexo com a mulher ou tem vergonha de revelar suas fantasias.

9. O horário do almoço é um dos nossos mais disputados. É a hora que os homens encontram para dar uma rapidinha sem ter que inventar desculpas sobre ficar até mais tarde no trabalho.

10. Tem homem que faz programa comigo e com a namorada e que, dias depois, volta sozinho e pede para não contarmos para ninguém. É mesmo o cúmulo da falta de lealdade, já que a mulher deu uma oportunidade para os dois saírem da rotina juntos.

11. Acredite – tem homem que pede pra transar sem camisinha, mesmo sabendo dos riscos.

12. O segredo de um oral bem feito é a vontade e atitude. Preguiça é algo que não pode existir na vida de uma GP.

13. Pra gente, nenhuma fantasia é bizarra. Nosso papel é realizá-las. Já tive cliente que chegou no apartamento, pediu um avental e começou a limpar o quarto. O tesão dele é ser a “minha empregadinha”. Quem sou eu pra dizer que não.

14. A época do décimo terceiro é quando temos mais procura.

15. Tamanho só é essencial se o cara manda mal em todo o resto. Caso contrário, é tão relevante quanto o tamanho dos seios de uma mulher, por exemplo.

16. Se você acha que a vida de uma GP é fácil, experimente transar 5 vezes por dia.

17. As coisas na vida dependem sempre de um ponto de vista. Pergunte, por exemplo, para uma garota de programa, o que ela pensa de mulheres que transam com vários caras sem cobrar.

Cuidado – Você Não Tem Enxergado Direito

E você espera o sinal abrir. Olha os carros. Lembra da conta de celular que vence amanhã. Nem reparou no muro grafitado na sua frente. Alguém, em algum momento, gastou algumas horas da sua vida pintando aquele muro. Escolheu as cores a dedo. Criou personagens. Chegou em cores. Mas você nem viu. Quando muito, reparou de relance que aquela esquina tinha mais cores do que o resto da cidade cinza. Não há nada de errado com a sua visão. De óculos, você nunca precisou na vida. Você vê muito bem. O problema está na forma como enxerga as coisas.
Sabe, tem uma grande diferença entre ver e enxergar. Você viu os doces na vitrine. Mas não enxergou o coração detalhadamente feito pelas mãos habilidosas e precisas confeiteira em cima do cupcake. Você viu seu colega de trabalho chegando. Mas não exergou que havia algo de errado com os olhos dele que brilhavam menos e traziam uma pequena bolsinha inchada na parte de baixo, coisa de quem chorou na noite passada. Você vê o cachorro atravessando a rua. Mas não enxerga que ele é um ser que conversa com os olhos. Você vê o cara bonito e de roupa bacana conversando com você na balada. Mas não enxerga que sua linguagem corporal e seus elogios entregam que ele só quer te comer e nada mais.
Esse é um dos motivos pelos quais muita gente diz que não encontra ninguém legal pra namorar. Num universo com tantos seres, pra todos os gostos, ela insiste em dizer que só encontra cafajestes. Talvez isso aconteça porque ela vê os homens, mas não os enxerga de verdade. Quem tem antena ligada e os sentidos abertos, fala com você e te escuta, mas, paralelamente, enxerga outras coisas. Repara no tom da sua voz e na ansiedade que vem junto com ela. Repara na sua dificuldade ou facilidade em fitá-los nos olhos. Repara no seu riso, se ele é verdadeiro. Repara nas suas reações quando lança assuntos polêmicos. O externo, é só detalhe. O externo é mascarável. Você pode acordar no seu pior dia e tentar enganar o mundo colocando roupa nova, arrumando o cabelo, carregando na maquiagem. Quem somente vê, não percebe que há algo de errado. Os que vêem enxergando, já sacam de cara que alguma coisa aconteceu com o seu ser.
Esse despertar dos sentidos traz mais mudanças do que você gostaria de acreditar. Você provavelmente dispensou dezenas de homens legais que se aproximaram  porque não conseguiu enxergar além do óbvio. Estava se achando a mulher madura e experiente e, bobinha, confiou nas armadilhas da sua mente. Mal se lembrou que a mente mente. Ela analisa os fatos de acordo com a perspectiva dela. O coração vai muito além – ele ultrapassa a barreira do palpável, do racional, e capta aqueles sentimentos que a gente insiste em esconder. Coração tem visão translúcida pra máscaras – elas enganam a todos, menos a ele. Saint-Exupéry tentou nos ensinar isso quando disse que “só se vê bem com o coração. o essencial é invisível aos olhos.” Com certeza você já leu essa frase antes, mas talvez não a tinha entendido direito – talvez porque tenha visto as palavras, mas não enxergado real seu significado. Tem gente que não entende e talvez, jamais entenderá. Mas não é com elas que a gente fala.

Amores Platônicos - Como Eliminá-los da Sua Vida

Aposto que você nunca se apaixonou platonicamente pelo mendigo maluco do seu bairro (daqueles que você mal vê a unha do pé de tão suja). Os amores platônicos tem sempre um alvo predileto: a pessoa fodona que você cruzou algumas vezes na vida e ficou babando que nem fã do Luan Santana.
Conheço muita gente que vive se lamentando sobre não conseguir fazer a outra se apaixonar por ela. Ficam alimentando um amor platônico por muito tempo e se relacionamento com uma pessoa fantasma em sua imaginação. Normalmente elas miram aquela pessoa extremamente desejada por todos e que parece a mais bonita, interessante, inteligente, estável financeiramente e bem articulada no jeito de agir com os outros. Depois fica dias, semanas e meses numa masturbação emocional sem fim, vasculhando o Facebook, procurando o nome no Google, perguntando dele para qualquer contato direto ou indireto que o conheça. E pior ainda: tem gente louca que gosta de sentir isso preferencialmente por pessoas comprometidas ou artistas inacessíveis, tipo Kauã Raymond . Daquele tipo que fica se imaginando no lugar da Grazzi Massafera ou simplesmente odiando ela. É pedir para sofrer alimentar esperanças com alguém que não está na sua. Prato cheio para quem tem receio de encarar um relacionamento de verdade, olho no olho.
Agora pense com calma. Repare que não pensou no mendigo amigo e sim no cara fodão por pura vaidade e desejo de ser lançada ao patamar dele. Esse é o começo mais perigoso para uma relação – você já espera de mais e oferece de menos. Até se um milagre acontecesse você não ia segurar as pontas, pois sua base é frágil e a decepção seria certa, para os dois lados. Então, se você quer sair dessa armadilha emocional tem duas alternativas:
Primeira, abaixe a bola e seja sensata. Quando nos apaixonamos por alguém sempre é por aquilo que ela acrescenta em nossa vida e os sonhos que ela pode realizar. Isso é tipicamente egocêntrico, portanto seria mais generoso você se perguntar: “o que eu tenho a oferecer para essa pessoa que eu acho tão maravilhosa?”.
Se o fodão X desse bola para você, qual o impacto que teria no mundo dele?
Você ia segurar a barra ou ia infernizar a vida do cara por se sentir inferior na relação?
Você tem elementos pessoais que ficariam confortavelmente compatíveis com as expectativas altas que vê nele?
Qual experiência de vida tem a compartilhar que seja realmente interessante dentro no mundo dele?







Se você não sabe responder com convicção nenhuma dessas perguntas é um mau sinal. Sua vida precisa de cuidados. Talvez seria interessante olhar para o lado e ver aquele cara que está mais compatível ao seu mundo e com quem realmente possa trocar em pé de igualdade já que caiu na real que não é nenhuma perfeição.
Mas se isso parece pouco para você resta a segunda alternativa. Tenha uma vida significativa a tal ponto que o surgimento de um amor ao seu lado seja consequência natural de estar se movimentando pelo mundo. Se quer viver uma experiência espetacular não adianta esperar sentada em frente ao computador lambendo o avatar do Facebook dele.
O que faz uma pessoa se apaixonar por você é mais simples do que imagina. O amor começa e é realimentado na admiração. O que você faz de admirável aos seus olhos e que causa bem estar à sua volta? Se nem você gosta de olhar para sua vida e seu cotidiano, por que acha que outra pessoa seria obrigada a gostar? O fato de você se apaixonar por alguém é o único motivo pelo qual essa pessoa deveria retribuir o seu sentimento?
É preciso parar um pouco de olhar para fora e voltar seu olhar para dentro. Invista em você, amplie seus horizontes. Isso vai custar algum tempo, esforço, dedicação, dinheiro, mas no resultado final, será uma pessoa mais realizada. A melhor maneira de incitar o amor de alguém por você é se tornar uma pessoa realmente INSPIRADORA – só assim poderá viver o prazer de um amor real, em vez de um de faz de conta. Afinal, Cartola mesmo já dizia: olhar, gostar, só de longe, não faz ninguém chegar perto.


terça-feira, 29 de maio de 2012

E se...

O nome daquilo era medo. Aquele mesmo que sentiu quando caiu do balanço no parquinho pela primeira vez quando ainda criança. Todo domingo de sol acordava ansioso para ir ao parque, encontrar os amigos, alçar vôos cada vez maiores no seu balanço preferido. Cada nova vez no brinquedo queria extrapolar todos os limites e ir cada vez mais alto. Até que um dia ele caiu do balanço. Até que num lindo e ensolarado domingo no parque, as mãos ficaram frágeis demais e ele caiu do balanço. E a partir desse trágico dia, tudo em sua vida girava em torno de um letreiro luminoso gigantesco que piscava intermitentemente: “E SE…”.
Era tanta dúvida, tantas vírgulas, reticências e interrogações que era impedido de dar dois passos adiante sem que ficasse estagnado dois passos atrás. E se der errado, e se acontecer de novo, e se doer, se ferir, se machucar, e se for em vão e se não for. Eram muitos “se”, eram muitas possibilidades ou impossibilidades numa frase só. Era uma gramática inteira de pontuações empregadas da maneira errada num romance que mais parecia um conto breve. A gente acorda, dá um beijo no namorado (a), toma banho, faz o café, trabalha, dança, volta pra casa, faz a janta, beija o namorado, assistem TV até pegarem no sono, dorme e no outro dia começa tudo outra vez. Mas a verdade é que ninguém sabe como vai ser o dia de amanhã. De forma que, o único “se” perdoável é aquele que te permite viver intensamente o agora, o hoje. E se não houver o dia de amanhã?
Nunca mais subiu num balanço na vida. A adrenalina gerada pela simples entrada no parque era tão grande, que só a aproximação do brinquedo o fazia relembrar da queda. E se afastava. Sabia que podia ser seguro novamente, mas o temor da possibilidade criava uma barreira enorme entre o menino e o balanço. Perdeu risos, o ar puro de quando chegava ao ápice de seu vôo, perdeu os cabelos soltos ao vento, o sol iluminando a face quando chegava ao ponto mais baixo da trajetória, perdeu requintes de felicidade que não voltariam mais.
A verdade é que tem certas coisas na vida que a gente só descobre o rumo delas, entrando no caminho, ou seja, tentando. A gente deixa de tomar atitudes, transfere comportamentos, arruma desculpas pra problemas que seriam facilmente resolvidos com uma palavra que abre portas: “sim”. Sim, eu me permito tentar. A possibilidade de cair do balanço sempre existe, mas não me parece justo desistir de um desejo, de um sonho, por puro medo. Tirar o pé do chão às vezes dá um certo receio, uma insegurança acerca do tamanho da queda se o pé não repisar na hora certa. Mas até pra andar e ir adiante, a gente precisa sair um pouco do chão seguro. É preciso coragem. Cair não fere ninguém. Pode doer, deixar um ou dois arranhões, mas com o tempo isso passa, o que fere de verdade é a cicatriz que não te deixa esquecer do que passou.

Já dizia uma sábia amiga minha: O “não” você já tem, busca o “sim”. Porque a gente não precisa que todos os passeios no balanço da vida dêem certo, a gente precisa que funcione só uma vez, uma “vezinha” só, e já vai ser  válido, já vai ser eterno. Todo dia é dia de recomeçar, de dar uma chance ao sim. SE vai dar errado, não dá pra prever. Porque se der errado você pode amaldiçoar o mundo inteiro, mais vai dormir com a cabeça tranquila no travesseiro que você fez o que estava ao seu alcance fazer. Em compensação, se funcionar, o universo garante nada menos do que a felicidade, cabelos soltos novamente ao vento e uma infinidade de pontuações gramaticais que não refletem em nada o peso de uma vírgula ou uma reticência.
O menino temia o balanço. Ficava ali sentado perante seu brinquedo favorito sem conseguir brincar. Enquanto todos a sua volta enfrentavam seus medos e receios, enquanto todos se divertiam no ali e no agora, sem pensar no amanhã, ele só conseguia observar, lamentar e calar. Sozinho.
Um dia ele vai envelhecer, assim como todos nós, e tudo que vai restar a ele são os “se”, os mesmos de quando era jovem. A diferença é que quando a maturidade ensinar a ele que tempo não se compra, não se vende, mas sim se divide, o parque, os sorrisos, o vento no rosto, o balanço, o tão almejado balanço pode não existir mais. Uma oportunidade perdida, é um segundo que poderia ter feito a diferença pro resto da sua vida. “E se” esse minuto voltar, não vai ter a mesma força, o mesmo ímpeto, o mesmo querer. Por isso antes de desistir da brincadeira, de abandonar o balanço, o parque, as flores…não se perca. Não perca o minuto, não perca o balanço.
E se só dessa vez, for diferente?

Brega, eu?


Fulano é brega. Por que usamos o verbo SER ? A partir de que momento a preferência de um indivíduo passou a SER a sua identidade? Sabemos que a preferência religiosa também “É”: “fulano é evangélico”. E a preferência sexual: “ela é gay”. Deveríamos ser realmente qualificados pelo que gostamos, ouvimos, comemos e consumimos?
Gosto muito do verbo estar. “Fulano está espírita. Já esteve católico e evangélico”. Como não é estático, fulano pode ESTAR qualquer outra religião na próxima década. Ou até nenhuma.
Quantos de nós já mudamos de religião, de time, de valores, de humores? Acredito até que existam pessoas tão cristalizadas que só possam SER...e não ESTAR. Mas são poucos. Os inflexíveis! Mesmo para eles o tempo passa. E o tempo é o maior flexor de todos! Os que não se dobram com o tempo e a tempo, simplesmente quebram. Como galhos secos.
Três parágrafos introdutórios para dizer...que adoro o Calypso! “Vem na levada do estado do Pará”. Joelma, guerreira... Adoro o Reginaldo Rossi com sua “raposa” e suas “uvas”. Além do “garçom”. E músicas de Sidney Magal? Viraram Cult. Gretchen anda por aí nas festas Ploc 80’s e...eu vi o Bozo de pertinho na última Ploc!
Brega pode ser uma saia de camurça. Mas se for da Fashion Week, a saia é in. A minha é tom carmim por falar nisso. E comprei na feirinha. Brega pode ser a Lapa. Nós, cariocas, simplesmente amamos. É kitsch? É brega? É bom demais!
Ir ao Cristo é brega? Ir ao zoológico talvez. Pessoas me encaram com piedade quando comento: “me apaixonei pela avestruz e pela ema”! Nem sei se sabem quem é “ema”. Talvez pensem que ESTOU gay.
Curiosamente, na contramão de tudo isso, sabemos dizer “ESTOU apaixonado” e “ESTOU te amando”. É que apenas estamos. Agora. O que sinto por você tem como garantia SER apenas um ESTADO no presente do indicativo. E isto é tudo o que pode indicar. A singela verdade. Pegar ou largar. “Eu sei que VOU te amar” é mais um desejo de amá-lo do que uma certeza. No futuro, não sabemos o que vamos ESTAR. Mas há quem diga “SOU gamado em você”. Esses são viscerais, não? O amado já está dentro deles como um dente, um fígado, um rim. A farinha da massa do bolo. “Tamo junto, misturado”. O importante é poder sobreviver a uma separação. Entender se o amado tiver que partir. Liberar. Sem deixar sua alma-massa desandar.
Que tal ESTAR brega agora? Esteja brega por uns cinco minutos. E, então, me conte. Como está a sua breguice neste momento? O que você ouve, sente e vê? Em que momento de sua história você foi parar? Boca de sino e Gumex? “Um fio de cabelo” no seu paletó? Ivone Lara? Ombreira, orelhão com ficha e Atari? A Jovem Guarda e o Tremendão ou “isso é Tremendo...” tocando numa “festa americana”?
Se você for muito sensível, brinque de brega sozinho para evitar as críticas dos chiques. Mas se for sem vergonha mesmo, faça melhor. Prepare o uísque com guaraná e ponha um band-aid no calcanhar. Você tem vinil? Convide seus amigos para estarem bregas com você em tal hora e tal lugar. Vistam as roupas mais criticadas, ouçam as músicas mais ridicularizadas pelos “descolados”. Sirvam ponche e aquela breguice com salsichas e azeitona (sacanagem) em palitos fincados num isopor com papel alumínio. Leve umas calcinhas para jogar quando Wando cantar. Deixe o Agepê te amar “como se fosse o primeiro” e finja que Milli e Vanilli realmente são os donos das vozes de seus singles. Você não sabe de cor “a deusa” da Rosana? Mas que “tititi”! Deixe-se “voar, voar, subir, subir” com Biafra. E fique “a dois passos do paraíso” com a Blitz. Arraste a mesinha de centro para “Eduardo e Mônica” e toda uma legião. E a “vida bandida” do Lobão.
Esteja brega a ponto de olhar as estrelas com Ray Connif na vitrola. E a “preta” de Beto Barbosa? No calhambeque do Roberto. É uma brasa, mora? Paquitas num “sonho de verão”. Rime balão com coração. E você vai perder? John Travolta e Olivia em DVD!
Ah, gente, “tô indo agora prum lugar todinho meu. Quero uma rede preguiçosa” como a Internet para acessar... E Roberta Miranda. Mirando o brega. No melhor gerúndio possível.

Vivi Luz

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Já essas são as minhas palavras...


Nada de poesia de ninguém, nada de outra pessoa se não as minhas próprias idéias, que estão tão perdidas nas dúvidas de vários caminhos que não sei se um dia vão existir. Sinto falta daquela força, daquela força que me fazia bem, forte e corajosa. Eu nem sentia medo... Eu ia, seguia em frente e era tão bom.
Hoje vejo os dias passando e sentindo que o dia de me arrepender está se aproximando. Tudo isso por eu querer ser feliz e fazer o que se faz bem ao coração...

De resto... bem, talvez sejam apenas restos.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Meus remotos mistérios...

Escrevo como se estivesse dormindo e sonhando: as frases desconexas como no sonho. É difícil ,estando acordado, sonhar livremente nos meus remotos mistérios.

Clarice Lispector

O sonho

Sonhe com aquilo que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passaram por suas vidas.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Pra que serve um amigo?


Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.
Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.
Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo construído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.
Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.
Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.
Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.
Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.
Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.
Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.
Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.
Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.