quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Mágico

Quando escrevo, não escrevo na intenção de ser perfeita, ou de parecer uma pessoa assim. Quando escrevo, não me preocupo em ser especialista na língua portuguesa, não procuro dar sentido ao que sinto. Apenas saio escrevendo. E escrevo, não só porque minha terapeuta disse que é bom, mas porque acho ótimo. Se as coisas tem sentido? Não sei!
Não páro para pensar sobre o que escrever, o que deixar fluir. Apenas sinto e escrevo. É fácil e todos deveriam fazer o mesmo.
Experimente colocar uma música que esteja de acordo com seu astral do dia e deixe fluir. Analise o resultado ao terminar e reanalise depois de alguns dias. As formas mudam, as palavras se perdem em vários sentidos... É mágico!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Eu juro...

Eu juro que vou fingir não entender essa sua aproximação tão repentina. Fingirei saber esconder o descontentamento das suas atitudes. Juro fingir não saber suas intenções e nem a intensidade dessa tal dor que diz que sentes. Eu juro por mim, que não vou tentar adivinhar suas próximas palavras, nem suas egoístas atitudes.
Por mais que minha cabeça rode e gire em torno desse assunto, juro não me preocupar e nem decifrar seu momento. Juro não querer entender seu silêncio de meses e juro fingir não saber que você esperava minha ligação, ou quem sabe apenas uma mensagem de texto, um e-mail, sei lá.
Juro não voltar a ouvir as músicas que um dia foram nossas. Juro não olhar nossas fotos que estão guardadas em uma caixa ao lado da minha cama.
Juro tentar não sentir raiva e nem ódio dessa sua inusitada atitude.
Juro não me perguntar o por quê disso agora.
Eu juro não jurar mais nada.
Juro apenas esperar ver as cenas desse circo todo, desse movimento irresponsável que estás tomando.
Eu juro, sem ao menos saber o que significa, de fato, a palavra jurar.

Democracia? Onde?

Bom dia, gente.
Durante o correr dessa tal "festa da democracia", não fui infeliz em fazer um só comentário. Após a barbaridade do resultado de ontem, resolvi expor MEU ponto de vista, onde todos estão de vento e popa, falando do descontentamento do nosso país.
Fui alvejada de diversas formas (pra variar). Gostaria que entendessem que não sou só diversão, sou opinião também e segundo essas pessoas que foram contra minha reação, gostaria de salientar que vocês votaram no presidente que diz "que o Brasil é o país mais democrático do planeta".
Democracia? Aonde?
Vamos ao Aurélio:
1. Governo em que o povo exerce a soberania, direta ou indiretamente.
2. Partido democrático.
3. O povo (em oposição a aristocracia).
Diante dessas informações, acho que tenho o direito como cidadã desse país em expor minha opinião, seja ela suja ou mal lavada, afinal, quem assumiu o poder não está muito longe de ser suja. Mas por que digo isso? Vamos pegar apenas alguns exemplos para que vocês possam entender meu descontentamento (não que eu seja obrigada à lhe dar satisfações):
Nada menos que 100% das obras do Minha Casa Minha Vida apresentam falhas; uma em cada quatro obras do PAC 1 segue inacabada; apenas 1% do prometido foi entregue ao plano de modernização da Conab; e nenhuma Unidade de Conservação da Amazônia foi criada.
O Programa Minha Casa Minha Vida foi recentemente vistoriado pelo Tribunal de Contas da União, que encontrou falha em 100% das obras. São problemas estruturais que, segundo a avaliação, “dificultam ou mesmo inviabilizam o uso pleno da moradia pelo beneficiário”, colocando em risco a segurança dos moradores.
As unidades de pronto atendimento (UPAs 24 horas), programa vinculado ao Ministério da Saúde, também não escaparam da estrutura precária. São trincas nas paredes, infiltrações e até mesmo problemas com a lei. Os auditores encontraram quatro situações em que as unidades sequer tinham o “habite-se”, documento que autoriza o funcionamento do local. “A ausência de habite-se configura descumprimento à legislação municipal (…) e impossibilita a confirmação se essas unidades foram construídas conforme as exigências técnico-legais necessárias”, informa o relatório do tribunal. UPA sem habite-se? Só pode ser uma UPA no Terreirão - Recreio!
Levantamento feito pela Folha com base no balanço oficial dos primeiros quatros meses de execução do programa, mostra que dos 101 projetos destacados pelo Planalto como mais importantes, 27 não foram concluídos e 4 foram abandonados. (…) Segundo o documento do governo, todas as obras do PAC 1 consideradas relevantes deveriam estar prontas ou em operação em 2014. Nessa lista, estão grandes projetos, como a usina hidrelétrica de Belo Monte, a transposição do Rio São Francisco e a refinaria Abreu e Lima (em Pernambuco), todos ainda em andamento.
Outro projeto lançado, com alarde, que praticamente não saiu do lugar foi o plano de modernização e ampliação de armazenagem da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Dos R$ 500 milhões previstos para a contratação de projetos e obras de construção e reforma de 90 armazéns entre 2014 e 2015, o Tesouro Nacional liberou somente R$ 1,5 milhão, ou menos de 1% dos R$ 225 milhões previstos para este ano, conforme dados do Orçamento federal.
Poucas vezes um governo reuniu tamanho consenso ao redor de si. O governo Dilma surfa no otimismo nacional. Incensada pela grande mídia, paparicada por chefes de estado, premiada, admirada, a presidenta está com a bola toda. Seu modo de governar enfatiza a eficiência, a ordem, a capacidade gestora, a intolerância diante da corrupção, da leniência, do atraso, do mau funcionalismo. Dilma é daquelas pessoas que olha para a frente e anda em linha reta. A única fantasia digna da responsabilidade que assumiu é a casaca de general. A passo firme, sabe pra onde vai e ai de quem se colocar em seu caminho. Não tem muita elucubração de intelectual, é hora de realpolitik: o Brasil tem de continuar crescendo, ocupar a cadeira no rol de grandes nações, distribuir renda, incluir todos em seu projeto social e econômico. Além (ou aquém) do governo Lula, Dilma foi abraçada pela velha classe média, se rodeou ainda mais de um peemedebismo por assim dizer “sociológico”, e não mexeu com as bases políticas estruturadas pelas igrejas evangélicas, — tudo isso em detrimento da relação com os movimentos sociais e das lutas concretas. Os 64% de ótimo-bom chancelam a combinação de sucesso, confirmada matematicamente também pelos indicadores do IBGE, IPEA e BC.
Os dilmistas admitem que nem tudo é perfeito. Mas mantêm uma crença granítica que o projeto de Brasil, no cômputo geral, é esse mesmo. Não há alternativa mais à esquerda. Megabarragens, mega-aeroportos, megaeventos, megainvenstimentos, enfim, megacoisas têm de ser feitas para a gente chegar lá. A incontinência quantitativa recheia as mensagens políticas, cada vez mais publicitárias. Dilma aparece como a pessoa capaz de fazer, decidida a fazer, e que faz. Os dilmistas confiam quase cegamente no juízo da presidenta. Se ela erra, é porque estaria mal assessorada, porque teria sido enganada por conselheiros mal-intencionados, por jornalistas mentirosos. A esquerda brasileira tem coração eslavo. Acredita na bondade última do czar*. Como duvidar do compromisso ideológico de alguém com a trajetória da presidenta? A convicção redime automaticamente qualquer ato da liderança e justifica a militância acrítica, convertendo todos os problemas numa primária aritmética de correlação de forças.
No caso do Ministério da Cultura, por exemplo, vários ativistas insistem em despender esforços para entender o que se passa na cabeça de Dilma; como convencê-la, por dentro do governo, do erro que é Ana de Hollanda; como mostrar por A + B dos despropósitos dessa gestão diante das realizações de outrora, no governo Lula. Ora, passados um ano e quatro meses tentando “derrubar a ministra”, — sob o assentimento quase paternal da grande imprensa, — será que esses ativistas não conseguem perceber que se trata de um subproduto da política do governo e do desenvolvimentismo dilmista, e não uma falha contingente? Analisar intenções neutraliza a capacidade de análise. A rigor, examinar o foro íntimo, a esfera de convicções e intenções de uma pessoa, é tão inútil quanto tentar descobrir o que se passa na cabeça de um caranguejo.
É, no mínimo, paradoxal. Com a crise, os governos da Europa e Estados Unidos têm por pesadelo virar algo como o Terceiro Mundo. O grande medo incutido nas populações estaria na alta civilização ocidental “regredir” à condição de sociedade favelizada, violenta e extremamente desigual. Esse medo preenche o tecido social de pulsões xenófobas e racistas, chocando mais uma vez o ovo da serpente. Mas até filósofos mais radicais derrapam ao equiparar brasilianização com favelização. A esquerda européia, com raras exceções, simplesmente não enxerga a potência gerada na América Sul, com seu devir de raças e sua antropofagia, principalmente na década passada. Foi necessária uma mobilização geracional muito além da Esquerda para que a Praça Tahrir, a mais árabe das revoluções, pudesse chegar a Madri, Londres e Nova Iorque. O devir-sul do mundo contagia e acaba se afirmando, apesar das barreiras, desdéns e miopias de partidos e grupos organizados da esquerda. Por outro lado, igualmente míope e desdenhoso, o governo Dilma se limita a pretender ser como o Primeiro Mundo. O projeto de Brasil é chegar lá, no futuro primeiromundista, no exato momento histórico em que esses regimes capitalistas fracassam a olhos vivos. Como se o planejamento de Brasil e brasileiro, — um projeto econômico e antropológico, — estivesse orientado à Europa e ao europeu de cinquenta anos atrás, desconsiderando toda a dinâmica da crise global. Enquanto surgem novos processos e subjetividades, novas bases materiais para ousar o máximo existencial, o modelo dilmista reproduz a mesma lógica economista e desenvolvimentista, uma racionalidade que já é passado. O norte não quer ser o sul e o sul quer ser o norte, enquanto todo o problema talvez esteja exatamente em querer ser como o norte.
O mal do consenso costuma ser a falta de imaginação.
Bregada e sem mais.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Essa tal moda


A moda muda o tempo todo no mundo. Mas afinal de contas, o que seria moda? Vamos ao Aurélio:

Significado de Moda
1. Uso passageiro que regula, de acordo com o gosto do momento, a forma de viver, de se vestir, etc.
2. Maneira de vestir.
3. Modo, costume, vontade.
4. Ária, cantiga.
5. À moda de:  segundo os costumes.
6. Loja de modas:  aquela em que se vendem artigos de vestuário e de adorno.
7. Passar de moda:  deixar de se usar.
Podemos perceber que a palavra em si, quer dizer muita coisa a respeito de como nos vestimos, as tendências que adotamos, os costumes que passamos a ter... Quero expandir esse conceito de moda para a nossa vida. Como? Preste atenção em todas as suas atitudes, em todas as suas escolhas, ao redor do seu umbigo. Sim, do seu umbigo, pois existe a moda de ser egoísta também.
Tem aquela moda do “não sirvo mais para você” ou “você é muito além do que mereço”. Costumo chamar isso de moda do fraco. Moda do incapaz. Moda do ser-não-pensante. E, de verdade, nunca adotei essa moda. A acho démodé, insuficiente para os tempos de hoje.
Houve um período que passamos por certas “modinhas”, como por exemplo, a moda da pulseirinha feita com pedrinhas de  swarovski, moda da banda Foo Fighters (yeeehh!), Madonna, Michael Jackson... Moda dos cachos, do liso, do escovado, da lipo, do corpo perfeito. Moda do iPhone, da jaqueta de couro, da jeans, das cores neon, da tequila, dos energéticos. Época de suportar amores insuportáveis, alegando uma causa justa. Moda da calça jeans cintura alta, cintura baixa, que chegavam a mostrar aquela marquinha de biquíni feita por bronzeamento artificial. Moda dos cremes da Victoria Secrets, moda do Gol “bolinha”, moda das botinhas de couro, moda do axé, moda do hip hop, moda do black, soul, jazz. Moda de ser fã do Jamiroquai, Capital Inicial. Até aquela moda, digamos estranha, de uma banda chamada KLB. Moda das batidas invertidas de certos corações. Mas há uma moda que nunca sai de cena: a moda do amar de verdade.
Fazer parte dessa tribo é difícil. Adotar essa moda nos tempos modernos de hoje, é somente para os fortes. Fracos não tem vez; mas é uma moda que muitos silenciam dentro de si, se acham incapazes de expor essa forma “vergonhosa” , para os dias de hoje, de moda.
Caros, sinto informá-los que amar é punk. Amar é foda. Amar e ser amado é uma das formas da moda que mais admiro (quando realizadas de verdade).
Tá aí, uma moda que curto e não oscilo. Não há como escolher por um amor rosa neon, não há como optar por aquele amor mais fraco aos nossos sentidos. Essa é uma moda atípica, pois você não a escolhe; quando vemos, já somos adeptos à moda do amar. A moda do se entregar, a moda do “me ame, porque eu te amo”.
Por vezes essa moda nos traz problemas e tristezas, mas me diga: quantas pessoas você conhece que foram capazes de largarem essa moda depois de a terem conhecido? Moda que adormece, mas não morre. Silência, mas não cala.
Essa moda nos leva à escrita emocionada, nos traz à tona todos aqueles sentimentos que jamais pensaríamos que nos faria sucumbir. Mas, acabamos por sucumbir. Não desistimos, não cedemos. Podemos nos fechar por um certo tempo e passarmos a nos vestirmos de cinza, passamos para a moda de Caetano, Gil, Elis Regina. Adotamos a moda das comidas congeladas, dos cafés, das bitucas de cigarro espalhadas pela casa e livros do Caio Fernando Abreu abertos, como se tivessem sido folheados por um tufão. Descobrimos a moda de expor ou de fechar. A todo momento há alguém que faz uso dessa moda. Pare para prestar atenção à sua volta. Quantas pessoas estão caladas e escondem dentro de si algo que arde, que dói, que despudora?
Diante de todas essas formas de moda, fico me perguntando quando serei atingida pela moda da “maré da sorte”. Quando poderei adotar a moda das roupas coloridas, das frases de motivação espalhadas pelo banheiro em post it’s coloridos. Moda dos vestidos floridos para os dias de sol e do salto alto para as noites quentes. Não sei, não sabemos. Não dá pra saber.

Mas nada como um jeans velho com uma camiseta branca não resolva. Mente ao alto, mãos abertas, corações livres. Um livro e um bom vinho! Ou champagne?

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Foi fácil.

Foi fácil te deixar partir. Foi simples e racional.
Você deixou bem claro que eu não fazia mais parte da sua vida. E caso eu permanecesse, te atrapalharia. Fiquei pensando em como um amor pode atrapalhar a vida de alguém, mas não deixei esse pensamento tomar totalmente conta de mim; dessa vez não.
Por várias tentei. Por inúmeras vezes tentei entender. Te entender; mas dessa vez tudo foi diferente.
Usei as péssimas lembranças que você me deixou. Como aquele dia em que me deixou chorando nos lençóis, ou como aquele dia que me abandonou na calçada em um dia de festa, porem frio e vazio.
Você levou consigo as melhores lembranças e te agradeço por isso, ou eu não teria forças o suficiente para ir em frente. Mas você foi e eu fui.
Meu silêncio não é proposital. É sinal e prova que você, talvez, não me faça tanta falta quanto achava que faria; ou melhor: talvez eu tivesse enxergado que você não merecia meu amor, lealdade, amizade, fidelidade...
Os dias se passam rapidamente e vejo que foi a melhor coisa. Não teria espaço pra mim nessa sua nova vida fútil e eu não iria querer apostar novamente.
Seja feliz, esteja feliz com suas escolhas.
Você escolheu todo esse caminho e meu silencio não passa de respeito pelas suas escolhas.
Entenda.
Já doeu demais. Já amarguei todas as lagrimas que por você meu corpo expeliu.
Já enterrei toda e qualquer esperança.
Vamos esperar os dias, meses passarem.
Talvez algum de nós se arrependa.
Ou não.

Olha a vida passando...

De ontem pra cá tive alguns pensamentos. Estou feliz, cara! Feliz! E sabe por quê? Porque não há ninguém me apontando o dedo e dizendo que a culpa é minha, que tudo deu errado por minha causa, que sou culpada por isso e por aquilo, que estou acima do peso e blá blá blá...
To feliz pois não vejo mais dedos apontados para mim, me acusando de coisas que não fiz. De coisas que eu nem sei porque aconteceram...
Sou culpada por querer ser feliz e fazer tudo acontecer perfeitamente. Carrego nas costas a culpa de uma coisa que nem culpada fui, mas fiz isso para aliviar a tensão...
Tenso.
Mas estou incrivelmente feliz sem sua presença hostil. Sem suas acusações infundadas só para ter desculpas dos teus atos, dos teus erros.
Eu sabia que eu poderia sorrir novamente.
Eu sabia que poderia amar.
Aqui estou eu, vida!

domingo, 19 de outubro de 2014

Madrugada

É madrugada e eu não posso me esconder. Mesmo entre as ruas tão escuras, seu olhar foi capaz de me achar... Como pode?
Como pode seu olhar trazer tanta luz? Luz que cega, que dói e machuca?
Entre os espaços escuros que me sobrou, apenas um rascunho do que houve, uma esperança do que podia ter sido e uma dúvida do que nos aguarda.
Sufoco dentro de mim toda essa neblina, que me cega e faz com que eu me perca. Caio em delírios de outras luzes, mas não posso esconder que sua escuridão é maior que tudo.
Sinto o gosto amargo do tabaco, enquanto da janela vejo as ruas escuras...
Por onde você anda?
O que sente?
Consegue me ver na sua própria escuridão?

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A cada dia...

Porque a cada dia que passa, a saudade se torna mais dolorida.
Essa é minha impressão de hoje.

Destino

Assim como lavamos o corpo deveríamos lavar o destino, mudar de vida como mudamos de roupa — não para salvar a vida, como comemos e dormimos, mas por aquele respeito alheio por nós mesmos, a que propriamente chamamos asseio.
Fernando Pessoa - Livro do Desassossego



Desassossego


​Hoje, apenas hoje, eu estou com um desassossego na alma. Agitada internamente, confusa, suando frio, muitos calafrios. Queria eu ter o poder de decifra-los, queria eu poder contorná-los ou domá-los, mas está fora do meu controle.

Sentada diante da mesa de trabalho, ouvindo músicas para ver se me acalmo, mas nenhuma dessas coisas "para se acalmar" estão funcionando. Não consigo ler, assistir a um video ou parar para pensar. Olho para todos os lados, e me sinto mal ao saber que o inimigo mora ao lado, sim, ao lado mesmo e isso não é uma metáfora.

Uma vez pela manhã, bem de manhã mesmo, avistei na calçada. Não conseguia ver direito, pois estava com muito sono, mas alguns traços não podem me enganar: uma pessoa alta, de pele morena, corpo robusto. Não consegui observar detalhes, mas meu instinto sabia que aquele era um dos meus inimigos, quiça, o pior.

Por causa de suas artimanhas chorei dias e noite e até a morte me foi cogitada. Hoje paro e penso que não havia necessidade de nada disso, mas quando estamos no olho do furacão, não conseguimos observar seu tamanho e intensidade.

Olho para o relógio por diversas vezes em um minuto. A hora não passa, o tempo está me crucificando. O ar não gela, o suor escorre e me sinto incomodada.

Não consigo pensar em qual lugar eu poderia estar segura dessas sensações. Mando recados, mas ninguém responde. Estou sozinha nessa e com calafrios. Eles me incomodam tanto. 

Já fumei quase uma cartela toda de cigarros e agora estou com uma tosse horrível... Pra que? Eu jurava que fumar iria me acalmar. Lembrei do meu antidepressivo e.. ok, já foi administrado as 10:00 da manhã, mas hoje ele não está com muita valia. Meu organismo não absorveu, ele não se mostrou para que veio, de fato.

Dias não me sentia assim, com esse ar saudoso, com essa dor e angústia.

Procuro ler coisas, mas meus olhos pousam sobre as mesmas palavras, mesmas fotos, mesmos www ponto com.

O que será que está acontecendo?

Não sei...

Sinto medo e não vejo mão alguma sendo estendida. Será hoje, mais um daqueles dias que Deus prova nossa capacidade de suportar algo?

Acabo de acionar o ar condicionado em 17º, na esperança de que ele gele meu corpo e eu pare de suar... Mas confesso que não coopero, pois estou agasalhada. Estranho, mas não quero me mostrar, não quero tirar o agasalho.

Coldplay começa a tocar agora. Parece óleo nas mãos, que fazem eu deslizar os dedos sob o teclado. Soluço, muito soluço. Apanho e bebo a água... Ops, ela desce literalmente pelo buraco errado e começo a tossir e em seguida a suar novamente.

Por que não consigo esquecer certas coisas?

Há coisas que já deveriam parar de doer, mas ainda doem. Não gosto de me sentir impotente assim.

Não consigo entender o que sinto e essas palavras, com certeza, não irão fazer você entender.

Eu rezo. 

Peço proteção espiritual, peço luz pra minha mente. Olho o relógio e vejo o Natal chegar, menos a hora de eu partir! Que agonia!

Maravilha... Começou uma música que amo, acho que o óleo secou.

Andrew Belle - Black Bear

Procure no 4shared, vocês vão gostar.

Eu aposto que sim.

Oi!

Olá, quanto tempo, né?
Já estamos em Outubro de 2014 e eu ainda não consegui entender nada do que aconteceu.
Como o tempo está passando depressa... Quantas pessoas entraram e sairam da minha vida! Quantas mudanças!
Talvez eu apareça mais, ou talvez não.

Só queria deixar uma afirmação aqui:

Sou grata pelas pessoas difíceis que tive que lidar na minha vida, Elas me mostraram exatamente o tipo de pessoa que eu não quero me tornar.

Beijo!