Estou eu aqui deitada em minha cama pensando na máxima mais ouvida nos últimos tempos: nada como um novo amor para curar o que um antigo feriu.
Sempre achei isso meio clichê e nunca apoiei isso, essa ideia. Até neste momento, quando Isabela Taviani danou-se a cantarolar no meu rádio, é algo mais ou menos do tipo "eu e você podia ser/mas o tempo mudou a direção". Fato que Isabela já cantou pra mim e por mim, inúmeras vezes. Ri e chorei com suas letras, dediquei cada uma delas, fiz delas meu arrimo, meu chão para que eu pudesse passar. Pela janela do ônibus a ouvia cantar e, sem saber do meu futuro, me acabava em lágrimas. Daquelas bem doloridas, cheias de angustias... E não é que todas elas secaram? Eu achava difícil, mas secaram. Todas. Hoje ouço as canções da Isabela e lembro com o maior carinho do mundo daquela fase, daquela pessoa, daquele amor. Não é porque acabou não era amor. Era sim e era verdadeiro e dedicado.
Hoje me limito a não ouvir certas intérpretes, pois algumas ainda me trazem lembranças que me entristecem, sabe? Elis Regina é uma delas. Ainda não consigo ouvir sua voz sem trazer à tona toda uma história por mais que seu fim ja tenha chegado ha tempos...
Talvez uma canção nos cure da outra também, eu acho. Assim como Elis me curou da Isabela, sei que em breve alguém me curará da Elis e eu poderei ouvi-la saudosamente e pensando o quanto amei. Se fui amada? Me restam duvidas, muitas, mas a respeito das canções eu nunca as terei.
E não mais da frase tão clichê.
Quero ser curada do amor pelo amor para o resto da minha vida.
Hoje meu hino é Socorro da Gal Costa.
Volto pra dizer que o disco mudou de lado, que houve troca do CD e que um novo amor me trouxe uma nova canção.
Me aguardem.
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