Eu quero. E quem não quer?
Acordar e dormir em paz? Não sentir mais aquele desassossego na alma? Aquele ímpeto de tomar atitudes desesperadas achando que está sendo passada para trás? Eu quero noites tranquilas de sono, viagens românticas, passeios pela orla da praia, ao jardim Botânico, ou uma ida até a padaria mesmo, não importa! Eu quero!
Eu quero abraços inesperados, beijos surpresas, carinhos sem ao menos merecer. Por que eu quero? Porque eu mereço e gosto. Quero elogios, quero ser apreciada, elogiada, quero que me detalhem da forma que sou e não da forma que eu poderia vir a ser. O que eu poderia vir a ser só cabe a mim, quem decide o que irei me tornar daqui pra frente sou eu. Não mudo para agradar ninguém, não mais.
Alguém que me tome pela mão e diga: estou aqui; e que de fato esteja. Palavras o vento leva, atitudes me marcam e geram frutos. Que segure minha mão e não a solte na primeira curva que aparecer, seja a curva de um caminho, a curva de um violão ou a curva de uma cintura. Sou muito mais que isso e quero alguém que saiba o valor disso. O valor de uma família. Ah, quando falamos em família, as pessoas já pensam em filhos, gatos, cachorros, periquitos e papagaios, né? Mas não, a família pode ser apenas duas pessoas, aliás, ela é iniciada por duas pessoas.
Alguém que queira construir uma família em bases sólidas, sonhos concretos e reais, não em subjetividades, em coisas que talvez possam vir a acontecer. Não mais. Alguém que queira viver o hoje e queira estar comigo hoje, mas tendo em mente que no amanhã poderemos continuar, basta querermos, entende?
Alguém que não se deixe levar por aparências, pelo glamour, status, por momentos passageiros. Que jogue tudo para o alto por coisas tão fúteis, mesmo sabendo que está deixando para trás um grande amor. Quantas vezes vivi isso e até hoje não consegui entender?
Deixei partir. Foi a atitude mais sensata que pude ter para com eles. E para comigo também, claro.
Acredito no amor, sempre acreditei. Acreditei tanto que quero alguém conforme tudo aquilo que escrevi logo acima.
Como fala a música do Criolo: " Não existe amor em SP"... Ainda bem que moro no Rio, né?
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Muda-muda
Perdi as contas de quantas vezes eu me mudei em 7 anos. Na verdade, já posso me considerar uma nômade e adquirir uma caixa postal nos Correios, porque ó... Tá lindo!
Mudar é uma coisa legal, dependendo do ponto de vista de cada um. Você muda os ares, os cômodos, os rostos, a logística, tudo, mas sempre fica um pouco de você nos lugares. Chega um ponto que você precisa parar e respirar, e tentar achar onde ficou aquela parte de você. Atualmente procuro saber aonde deixei aquela Renata meiga, doce, carinhosa e paciente. Volto minha memória para tantos lugares que morei e não consigo achar. Vasculho quartos, salas, áreas de serviço e nada... Desisto. Encaixotando sonhos, planos, e pesadelos em caixas pesadas para tomar um novo rumo novamente, mas dessa vez estou fazendo tudo sozinha, se não sozinha, tenho pago um bom preço para que alguém me faça favores. Justo, as pessoas precisam trabalhar e eu preciso da mão de obra delas, ainda que não barata.
Cada adeus ainda me é dolorido, alguns mais outros nem tanto. Este de agora, não. Na verdade está sendo um alívio, mas trabalhoso. Mudar dá trabalho, cansa, desgasta e não é só o físico, o emocional também vai para a casa do chapéu.
Entrar na casa nova dá uma esperança de que as coisas podem melhorar, mas o silêncio vem te lembrar que você está sozinha e que ele será seu único companheiro, ele e seu gato fiel. Você finge não se importar, pois comprou um micro system no Black Friday e vai poder ouvir som até seus tímpanos estourarem. Mas será que isso vai me bastar? Não sei, não vou me precipitar, até porque vou estar perto da praia, posso ir lá e bater um "lero" com Iemanjá, né? E quem sabe por esses calçadões praianos eu não reencontre ou encontre alguém? Sei lá, ando supondo muita coisa e dormindo com meus pés frios, melhor parar.
Mas esse muda-muda deve parar um dia, eu tenho fé, sabia? Nem que esse fim seja lá em SP, pois sei que lá ninguém vai pedir que eu saia de casa, lá não vão se esquecer de mim e nem inventar inverdades sobre mim e, assim, me deixar sem ter onde eu morar. Lá é minha casa, minha verdadeira casa. Por mais que aqui eu pague em dia meus aluguéis, minhas taxas e tudo, nada do que pago é meu. Nada. E tudo que é solitário me incomoda, me deixa triste. Se bem que isso é algo normal, não é?
Enfim, preparando meu psicológico para mais essa nova etapa. Sozinha e... sozinha. Feliz.
Muda-muda, quase um roda-roda Jequiti, mas com um final diferente.
Cigana obliqua.
Nômade.
Meu final vai ser diferente do que espero, pois o que espero é muito inferior do que Deus deseja.
Nada diferente do que eu já passei, mas as sensações sempre serão. Faço as mesmas coisas quase sempre, mas mudo as intensidades, ou a vida não teria a menor graça.
E siga-me os bons!
Mudar é uma coisa legal, dependendo do ponto de vista de cada um. Você muda os ares, os cômodos, os rostos, a logística, tudo, mas sempre fica um pouco de você nos lugares. Chega um ponto que você precisa parar e respirar, e tentar achar onde ficou aquela parte de você. Atualmente procuro saber aonde deixei aquela Renata meiga, doce, carinhosa e paciente. Volto minha memória para tantos lugares que morei e não consigo achar. Vasculho quartos, salas, áreas de serviço e nada... Desisto. Encaixotando sonhos, planos, e pesadelos em caixas pesadas para tomar um novo rumo novamente, mas dessa vez estou fazendo tudo sozinha, se não sozinha, tenho pago um bom preço para que alguém me faça favores. Justo, as pessoas precisam trabalhar e eu preciso da mão de obra delas, ainda que não barata.
Cada adeus ainda me é dolorido, alguns mais outros nem tanto. Este de agora, não. Na verdade está sendo um alívio, mas trabalhoso. Mudar dá trabalho, cansa, desgasta e não é só o físico, o emocional também vai para a casa do chapéu.
Entrar na casa nova dá uma esperança de que as coisas podem melhorar, mas o silêncio vem te lembrar que você está sozinha e que ele será seu único companheiro, ele e seu gato fiel. Você finge não se importar, pois comprou um micro system no Black Friday e vai poder ouvir som até seus tímpanos estourarem. Mas será que isso vai me bastar? Não sei, não vou me precipitar, até porque vou estar perto da praia, posso ir lá e bater um "lero" com Iemanjá, né? E quem sabe por esses calçadões praianos eu não reencontre ou encontre alguém? Sei lá, ando supondo muita coisa e dormindo com meus pés frios, melhor parar.
Mas esse muda-muda deve parar um dia, eu tenho fé, sabia? Nem que esse fim seja lá em SP, pois sei que lá ninguém vai pedir que eu saia de casa, lá não vão se esquecer de mim e nem inventar inverdades sobre mim e, assim, me deixar sem ter onde eu morar. Lá é minha casa, minha verdadeira casa. Por mais que aqui eu pague em dia meus aluguéis, minhas taxas e tudo, nada do que pago é meu. Nada. E tudo que é solitário me incomoda, me deixa triste. Se bem que isso é algo normal, não é?
Enfim, preparando meu psicológico para mais essa nova etapa. Sozinha e... sozinha. Feliz.
Muda-muda, quase um roda-roda Jequiti, mas com um final diferente.
Cigana obliqua.
Nômade.
Meu final vai ser diferente do que espero, pois o que espero é muito inferior do que Deus deseja.
Nada diferente do que eu já passei, mas as sensações sempre serão. Faço as mesmas coisas quase sempre, mas mudo as intensidades, ou a vida não teria a menor graça.
E siga-me os bons!
Você precisa perdoar. Será?
Vira e mexe ouvimos que precisamos perdoar, que o perdão nos fará bem, certo? Não sei, mas venhamos e convenhamos que o ato de perdoar (perdoar de verdade) está cada vez mais difícil. Acho que é porque as pessoas andam fazendo as merdas mais homéricas que o ser humano possa imaginar! Está cada vez mais difícil se fingir de morto e deixar certas coisas passarem. Estou mentindo?
Não, não estou!
Olhamos para o lado e não vemos mais em quem podemos nos apoiar sem que este alguém saia sorrateiramente, sem fazer nenhum barulho, deixando nosso corpo ir ao chão, de repente, não mais que de repente. Aí nos vimos perdidos e nos fazendo a seguinte pergunta que, óbvio, não teremos resposta: por que?
Não estou dizendo que somos santos e que não fazemos isso com as pessoas, mas estou falando do nosso caso como vítimas, mas sem aquela parte de ficarmos choramingando a vitimização, por favor! Estamos em um "estudo de caso" e não em uma sessão de terapia, ok?
Há sempre aquela atitudes de caso pensado, aquelas em que as pessoas arquitetam planos para darem aquela linda puxada de tapete, alegando os mais diversos motivos, por vezes, os mais idiotas possíveis. É, meus amigos, não temos culpa por haver neste mundo pessoas de mentes tão fracas... Mas há aquelas pessoas que dão essa puxadinha de tapete meio que "sem querer". Eu acredito nisso, sabia? Tipo, não sabiam que certas atitudes ou palavras poderiam causar tamanhos estragos, e nos cabe observar quais serão suas próximas atitudes, aí sim a partir disso podemos avaliar direito toda essa situação.
Você vai e tenta perdoar o coleguinha, mas sempre que tem oportunidade vai lá e joga na cara dele aquela merdinha que ele fez tempos atrás. Sinto-lhe informar, você até pode amar essa pessoa, mas você não a perdoou. Perdoar é não sentir mais necessidade de falar nesse assunto, não sentir mais nada em relação a nada disso. É sentir NADA. Necessidade de NADA. Nada. Entendeu?
Ou seja, perdoar é ter um espírito evoluído, meus caros! Coisa que eu tenho de vez em quando, sendo bem sincera!
A arte de perdoar precisa ser exercida diariamente, fortemente e de forma insistente, seja em pequenas ou grandes coisas. Temos que ser fortes e não olhar para trás. Agora, sobre dar uma segunda, terceira, quarta chance, aí é com você! Essa análise precisa ser profunda e detalhista e mesmo assim corremos um grande risco, pois estamos lidando com o ser humano, e mesmo dizendo isso tudo, não tiro o meu da reta não! Sei que já desapontei muita gente, na intenção e sem ela. Se sei! Mas sei quais foram minhas atitudes após tudo isso e foram todas de acordo com o que eu achei que fosse certo. Pra mim.
É gente, não existe fórmula mágica para o perdão.
Existe o diálogo, as atitudes, as boas intenções e a sorte.
O resto é resto.
Se bem que ninguém nunca precisou de resto para viver, né?
Não, não estou!
Olhamos para o lado e não vemos mais em quem podemos nos apoiar sem que este alguém saia sorrateiramente, sem fazer nenhum barulho, deixando nosso corpo ir ao chão, de repente, não mais que de repente. Aí nos vimos perdidos e nos fazendo a seguinte pergunta que, óbvio, não teremos resposta: por que?
Não estou dizendo que somos santos e que não fazemos isso com as pessoas, mas estou falando do nosso caso como vítimas, mas sem aquela parte de ficarmos choramingando a vitimização, por favor! Estamos em um "estudo de caso" e não em uma sessão de terapia, ok?
Há sempre aquela atitudes de caso pensado, aquelas em que as pessoas arquitetam planos para darem aquela linda puxada de tapete, alegando os mais diversos motivos, por vezes, os mais idiotas possíveis. É, meus amigos, não temos culpa por haver neste mundo pessoas de mentes tão fracas... Mas há aquelas pessoas que dão essa puxadinha de tapete meio que "sem querer". Eu acredito nisso, sabia? Tipo, não sabiam que certas atitudes ou palavras poderiam causar tamanhos estragos, e nos cabe observar quais serão suas próximas atitudes, aí sim a partir disso podemos avaliar direito toda essa situação.
Você vai e tenta perdoar o coleguinha, mas sempre que tem oportunidade vai lá e joga na cara dele aquela merdinha que ele fez tempos atrás. Sinto-lhe informar, você até pode amar essa pessoa, mas você não a perdoou. Perdoar é não sentir mais necessidade de falar nesse assunto, não sentir mais nada em relação a nada disso. É sentir NADA. Necessidade de NADA. Nada. Entendeu?
Ou seja, perdoar é ter um espírito evoluído, meus caros! Coisa que eu tenho de vez em quando, sendo bem sincera!
A arte de perdoar precisa ser exercida diariamente, fortemente e de forma insistente, seja em pequenas ou grandes coisas. Temos que ser fortes e não olhar para trás. Agora, sobre dar uma segunda, terceira, quarta chance, aí é com você! Essa análise precisa ser profunda e detalhista e mesmo assim corremos um grande risco, pois estamos lidando com o ser humano, e mesmo dizendo isso tudo, não tiro o meu da reta não! Sei que já desapontei muita gente, na intenção e sem ela. Se sei! Mas sei quais foram minhas atitudes após tudo isso e foram todas de acordo com o que eu achei que fosse certo. Pra mim.
É gente, não existe fórmula mágica para o perdão.
Existe o diálogo, as atitudes, as boas intenções e a sorte.
O resto é resto.
Se bem que ninguém nunca precisou de resto para viver, né?
Assinar:
Comentários (Atom)


