sábado, 6 de maio de 2017

De um ano

É muita ideia pra pouca cabeça, muito sentimento pra pouco coração. A vida não tá fácil e Amélie Poulain já deu esse recado para nós, sonhadores que somos. Acho que há uma fila imensa na porta de Deus, sabe? E essa espera pela nossa vez está acabando conosco... Você reza, faz suas preces, acende suas velas e realiza suas mandingas mas parece que nada engrena. Você olha pro céu e pede para que Deus te olhe com carinho mas milhares de pessoas estão fazendo esse mesmo pedido, o que te faz diferente dessas outras milhares de pessoas?
Desistimos. Desanimamos. Não temos ou não somos merecedores dessa prioridade. Por que? Porque eu não sei, mas passei minha vez sem saber. Os sonhos não entendem os recados e eles insistem em te tirar o fôlego. Fica essa guerra em acreditar ou largar de mão. "Ah, mas o país está um caos! Espere tudo melhorar..."
Não acho justo essa frase e dane-se quem pensa assim. Não vou perder tempo da minha vida deixando planos importantes para depois por causa daquilo que está totalmente fora do meu controle, entende? As coisas sempre foram difíceis e ultimamente elas andam parecendo meio que "impossíveis", ainda mais depois dessa fila enorme na porta da casa de Deus. E por conta dessa "preferência celestial", se é que isso existe.
A mesmice anda batendo a minha porta todos os dias e eu tenho achado isso uma bosta. Sim, uma grandiosa merda que já me encheu o saco e há pessoas que colaboram pra que tudo fique pior. Vontade monstra de afoga-las junto com toda aquela minha esperança em ter meus planos realizados. Confuso, eu sei...
Mas entende o que quero dizer?
É um medo desconexo. Um medo e uma vontade louca de sorrir na cara das pessoas, de fechar negócios, registrar planos, confessar pecados.
Mas já passa da meia noite e amanhã preciso acordar cedo... Faço minha prece rápida que é pro santo não enjoar e fecho os olhos na esperança de que Deus me olhe com carinho.

"Quando chega a hora, precisa saltar sem hesitar”
Amélie Poulain

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Sempre foi assim

E sempre foi assim, na base da porrada, na base do susto e das dores de estômago. Nunca veio fácil mas ir sempre será. A chegada dificultosa e a partida num piscar de olhos, a esperança nem tem tempo para criar raízes, que sorte a dela.
Suspiros diários que nunca são de alívio, estou sempre na espreita e sempre pra baixo.
Saudade.
A cabeça hoje tá puxada, nada nem ninguém vai conseguir dar uma freada.
O sono parece que não vai vencer e a dor da preocupação lateja e pulula aqui dentro.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Perdendo a fome

Eu ando perdendo a fome, ando perdendo facilmente a vontade de comer. Se como, me vejo cheia e a mesma coisa tem acontecido quando como ouço coisas demais. A cabeça tem limite, respeite. Há uma linha tênue que nos faz perder a linha, que nos faz esculachar a porra toda, que nos faz perder a fome.
D i a r i a m e n t e perco a fome. Largo ela por ai, a perco de vista, me enjôo e não quero que ela me ache.
Ando perdendo a fome quando me fazem ser quem não sou. Perco a fome ao fazer e falar coisas que não me apetecem.
A fome que falo é a vontade de comer, vontade de ouvir, vontade de falar. A fome vai e me sinto cheia, estufada, é incrível.
Será que vai ser sempre assim?
Uma hora ou outra vou precisar comer.
Falar.
Ouvir.
Amar.
Aceitar.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Muito tempo...

Muito tempo desde a última postagem. Muita coisa aconteceu, muita coisa mudou, muitos sorrisos e muitas lágrimas. Finalizei meu ano de 2015 com algumas pendências com a vida e com metas para 2016. O mundo não está fácil, mas ele nunca foi, pelo menos pra mim.
Depois eu volto
Beijos

domingo, 25 de outubro de 2015

O dia D

Nunca achei que esse dia chegaria. Na verdade nunca fui capaz de me achar... Capaz.
Eu via em filmes, na vida real mas não na minha vida, claro.
Mas eu fui surpreendida.
Me ofereceram algo que eu via oferecerem aos outros, mas nunca a mim.
Me fizeram chorar. Me fizeram sentir uma coisa estranha, umas sensações que não tenho como explicar.
Acho que a ficha ainda não caiu.
Acho que quando cair vou entrar em prantos.
Só consigo pensar em "não pensar em nada."
Enfim, me tornei um porta jóia.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Um amor, por favor

Estou eu aqui deitada em minha cama pensando na máxima mais ouvida nos últimos tempos: nada como um novo amor para curar o que um antigo feriu.
Sempre achei isso meio clichê e nunca apoiei isso, essa ideia. Até neste momento, quando Isabela Taviani danou-se a cantarolar no meu rádio, é algo mais ou menos do tipo "eu e você podia ser/mas o tempo mudou a direção". Fato que Isabela já cantou pra mim e por mim, inúmeras vezes. Ri e chorei com suas letras, dediquei cada uma delas, fiz delas meu arrimo, meu chão para que eu pudesse passar. Pela janela do ônibus a ouvia cantar e, sem saber do meu futuro, me acabava em lágrimas. Daquelas bem doloridas, cheias de angustias... E não é que todas elas secaram? Eu achava difícil, mas secaram. Todas. Hoje ouço as canções da Isabela e lembro com o maior carinho do mundo daquela fase, daquela pessoa, daquele amor. Não é porque acabou não era amor. Era sim e era verdadeiro e dedicado.
Hoje me limito a não ouvir certas intérpretes, pois algumas ainda me trazem lembranças que me entristecem, sabe? Elis Regina é uma delas. Ainda não consigo ouvir sua voz sem trazer à tona toda uma história por mais que seu fim ja tenha chegado ha tempos...
Talvez uma canção nos cure da outra também, eu acho. Assim como Elis me curou da Isabela, sei que em breve alguém me curará da Elis e eu poderei ouvi-la saudosamente e pensando o quanto amei. Se fui amada? Me restam duvidas, muitas, mas a respeito das canções eu nunca as terei.
E não mais da frase tão clichê.
Quero ser curada do amor pelo amor para o resto da minha vida.

Hoje meu hino é Socorro da Gal Costa.

Volto pra dizer que o disco mudou de lado, que houve troca do CD e que um novo amor me trouxe uma nova canção.

Me aguardem.